quinta-feira, 10 de novembro de 2011

CIDADE LIMPA-EU APÓIO ! - Só o básico,já não basta

A COHAB,Conjunto Pedro I em nome oficial,em Realengo não é mesmo um local fácil para a limpeza urbana.
Aonde os moradores dos prédios botariam entulhos para a COMLURB vir buscar ? Na garagem compartilhada com outros moradores ? já viu a confusão que ia dar...
Só há um lugar mesmo-nas calçadas.
Não absolvendo os moradores que deveriam no mesmo momento agendar a retirada de entulho com a COMLURB,porém há uma série de complicações práticas.Complicações que não advém das COMLURB Realengo e Jardim Novo,mais do modo que se tratam os "entulhos"na política de limpeza urbana da prefeitura.
Primeiro a exigência de ensacar-como ensacar,por exemplo,um sofá ou uma poda de árvores do modo que a COMLURB solicita ? E entulho de obra,então ?
Sequer pode-se pôr o entulho na calçada-que guarde-se o entulho na residência até a COMLURB vir buscar,por que pôr na calçada é transgredir a lei...
Residência "leia-se" na COHAB é dentro do apartamento,ou no corredor ; ou em outras áereas compartilhadas.
Imagina-se aguardar até a COMLURB vir buscar o entulho da obra da sala-de-estar...na sala-de-estar ! Só com isso,não vai se completar obra nenhuma em sala-de-estar...e este é o mínimo transtorno.
Todo o ano,nesta época,e em 2.011 mais cedo e com mais vigor graças a melhora da renda ; as obras começaram mais cedo,foram de maior porte e deste modo geraram mais entulho...que ficaram nas calçadas,causando transtornos e degradando a paisagem.
Como pessoa que gera entulho,liga para a COMLURB e sabe do esforço,mais também das dificuldades e que acompanhou obras nos prédios ; vejo que os moradores sugerem que a COMLURB tenha um serviço de caçambas para que este entulho seja depositado,há porém o complicador do local virar um fóco de mais e mais entulho...de todo modo,a COMLURB não oferece o serviço e não adianta que quem faz obras,reformas e construção com dificuldades ,orçamento apertado,não tem como pensar o aluguel de uma caçamba como algo essencial,sob raras e felizes exceções.
É muito triste ver pilhas de entulho em lugares emblemáticos como a frente de escolas públicas,sendo as escolas municipais Átila Nunes,a Stela Guerra Duval e a Professor Afonso Henrique Saldanha as mais recorrentes ; ou ainda a frente da Fundação Leão XIII ou a frente da Paróquia Sagrada Família.
É preciso mais entendimento aqui na COHAB,obras causam transtorno,mais são benéficas ao bem-estar geral.
As pessoas ainda trocam móveis,eletrodomésticos e eletroeletrônicos e jogam fora oque não lhes serve e não conseguem quem os queira nos entulhos,e tudo isso acumula nesta época de fim de ano.
É impossível continuar neste rumo !
A renda aumenta,o lixo aumenta.
Só o básico,já não basta.Não basta pôr entulho nas calçadas,como não bastam os serviços de limpeza urbana continuarem a agir como se este fenômeno não existisse.
As caçambas não vão virar "pólos de entulho"se forem recolhidas ao menos 2 vezes por semana,os "pólos de entulho"já existem e aumentam-são as calçadas.E os prédios que fazem obras teriam o dever moral de pedir,aceitar e estimular o uso das caçambas e evitar que a COHAB tenha suas calçadas tomadas por lixo.
A COHAB não tem "quintal ",é sob essa especificidade que deve se pensar a limpeza urbana nesta região de Realengo.

* As fotos são do dia 26/10/11,um dia após o recolhimento usual de lixo na região.




terça-feira, 18 de outubro de 2011

De passo em passo-Realengo

De onde saímos ?do"Inferno Colorido",recortes de gangues que disputavam o tráfico e pequenos delitos,a hegemonia dos Castor de Andrade e de Celsinho da Vila Vintém que "organizaram o ilegal",aos grupos de "auto-defesa",hoje enfim,com uma maturidade de nossa Associação Comercial e grupos da população buscando o estado e práticas legais.
Foi uma longa caminhada e conexa a história do bairro.Do superpovoamento e ao abandono,a "organização eugênica"da ditadura,aos políticos que vivem de politicagem a hoje praticamente dois pólos unidos por Realengo,mais contrários entre si que conjungam um tipo de "socialismo cristão"ainda em formação e evoluindo,apesar de carregar vícios das práticas passadas;a uma "consiência cidadã"que congrega o comércio e os serviços do Centro do bairro com demandas de associações de moradores em lutar por dias melhores.
O papel militar é sempre de grande importância e vem avançando rumo a conciliação com seu entorno e ajudando seu desenvolvimento.
O papel das igrejas não pode deixar de ser mencionado,principalmente como um instrumento de apaziguamento e geração de consensos e lideranças que cada qual a seu modo prestaram inestimável contribuição para os avanços alcançados.
E hoje vem a presença maior dos serviços públicos.
Entre altos e baixos,Realengo avança e como demonstra sua história cada evolução é inevitável.Não há quem queira a volta da violência e do clientelismo barato no bairro.
Um processo de ideologização interessante está a se passar,como sempre deixará atropelos e pancadas,mais culminando em nossa integração com o termo"cidadania"que vem se fazendo vislumbrar.
Somos adolescentes,bem próximos a maturidade.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

TODOS CONTRA "ESTES"

Quando que as facções criminosas no Rio de Janeiro perceberão que o modo que atuaram até hoje chegou ao fim,que não tem mais apoio popular,que se existiu qualquer vestígio de ideologia,ele foi sucumbido pela"corrida do pó",pelo domínio na venda de drogas e que sua territorialidade chega ao fim como símbolo do fim de seus antigos preceitos comunitários ? E logo os grupos milicianos,embora com modo de atuação mais diferenciado e mais apto a realidade atual também perderão seu sentido.Afinal pra que aturar milícias com o enfraquecimento do tráfico e a opção das UPP´s e dos postos de polícia comunitária ?
Triste fim não só do Comando Vermelho,mais também das demais facções como a Amigos dos Amigos(ADA).Os rivais uniram-se contra o poder público.E a entrada do ADA é também o receio dos milicianos:sem tráfico eles não sobrevivem,pois só existem como justificativa de combate ao mesmo.O ADA com acordos com alguns grupos milicianos são prenúncio de que o poder público também mira o poder das milícias e age como força de frente para camuflar o apoio de grupos milicianos a facções criminosas,pois sem elas,também acaba.
No fim tudo se tornará máfias sem domínio efetivo territorial,com múltiplos "negócios"e no máximo "influências regionais".
Mais podem perguntar-não seria o início de ofensivas no Rio,como as do PCC em São Paulo ?
Pode até ser provavelmente,mais com o PRONASCI todos perderão domínio territorial como tem hoje e com isso perdem força para ataques do tipo.
Um "novo crime"está a surgir,se mais ou menos perigoso que o de hoje,só o futuro dirá,mais sem domínio despódico e força armada sobre comunidades.

A CRISE É DELES,NÃO NOSSA




Quem observa as ações criminosas que assolam o Rio de Janeiro provavelmente achará que mais uma vez o poder público é refém da marginalidade.Ledo engano.
Na verdade estamos assistindo os últimos suspiros daquilo que se chama Comando Vermelho.As ações ousadas,são fruto da perda de apoio social nas comunidades e de territórios e domínios e mesmo de influência pela presença do estado aonde antes era ausente e os traficantes do Comando agiam como o estado de fato.
Não mais.
O Governo Lula através do PRONASCI e a parceria com governadores como o do Rio de Janeiro Sérgio Cabral começou a ruir os domínios do Comando,eliminando ou isolando suas lideranças e com ações sociais levando o estado aonde ele deve estar.A plataforma de combate ao crack e clínicas específicas no programa de Dilma Rousseff vem bater no que faltava : o mercado;ou seja,os usuários.
O Comando Vermelho que nasceu com respaldo das comunidades em que se estabeleceu,frutos de lutas ideológicas contra as injustiças e a ditadura de 64,foi aos poucos caindo no lago comum do comércio de drogas como fim e não como estratégia,foi perdendo legitimidade popular passando a dominar pelo terror ao invés da antiga cooperação com as comunidades.Sob uma ou outra exceção,o Comando Vermelho tornou-se uma potência do tráfico em vez de uma força de transformação social como pensado a princípio.
Não á toa foi se fragmentando e perdendo poder.
A queda do Comando Vermelho,é gradual e por mais que critiquem vem de longo prazo tendo maior força na gestão Leonel Brizola,como governador do Rio que com políticas sociais drenou apoio popular ao Comando e não o contrário como se apregoava.Bem ou mal,o Governo Garotinho-Rosinha reforçou esta tendência.O Governo Cabral com o PRONASCI junto com a perda de apoio popular do própio Comando é o auge de sua queda que é clara e iminente.
Uma facção que contava com jovens que morriam por acreditar que o Comando ajudava sua comunidade,hoje são coagidos,drogados ou mercenários por espírito.Hoje o que tem o Comando Vermelho?-Mercado,ou seja usuários de drogas que os dão capital para que se armem e assim por terror continuam a manter comunidades reféns.
AS UPP´s já mostraram-os populares não se mobilizam em defesa do Comando,ao contrário,felicitam por terem se livrado deles.
Em termos de armas,logística e dinheiro,o Estado tem bem mais que o Comando.Em termos de legitimidade e apoio popular,hoje também ganha disparado.
Após a perda que sofreu em mãos de milicianos,hoje o Comando Vermelho é o alvo principal do Estado,não à toa as UPP´s deram prioridade as centrais da facção e tb por ser a maior facção do tráfico no Rio também é especialmente visada.Mais as UPP´s precisam do apoio da população local para se manter e tem conseguido por que o Comando a perdeu.Oque vemos hoje é a única opção que restou ao Comando Vermelho-o Terror,resistir pelas armas,pois por ideologia e apoio das comunidades perdeu.É esta "sombra"de Comando Vermelho que se pusemos a combater,uma organização decadente que só tem isto a oferecer-Terror pelo domínio territorial de bocas de fumo,pois o povo local eles já esqueceram faz tempo,o problema deles é que há tempos o povo local também esqueceu o que um dia eles já representaram.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Aborto e presidenciáveis

PAU QUE BATE EM CHICO TEM QUE BATER EM FRANCISCO !
Marina recebeu muitos votos por causa da campanha que disse que Dilma era a favor do aborto.
O único candidato a presidente nestas eleições que já assinou medidas para
fazer abortos foi José Serra (PSDB), quando foi Ministro da Saúde, em 1998.
Ele assinou norma técnica para o SUS (Sistema Único de Saúde), ordenando regras
para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez.
A íntegra da norma pode ser lida aqui: http://www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf

POSICIONAMENTO DO PASTOR PASCOAL PIRAGINE-RESPOSTA
http://www.youtube.com/watch?v=vYSFFGN5GO0

#Dutra: “Questão do aborto nunca esteve no programa”#
Alguns veículos de comunicação divulgaram hoje notícias equivocadas afirmando que o Partido dos Trabalhadores estuda tirar o tema do aborto do programa de governo de Dilma Rousseff. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que essa informação não tem qualquer fundamento: “A questão de aborto nunca esteve no programa de governo da Dilma, portanto não faz sentido você dizer que vai retirar uma coisa que não existiu”.
Dutra explicou que Dilma tem exposto claramente sua posição em relação ao tema. “Ela é pessoalmente contra o aborto e não vai propor nenhuma modificação na legislação relativa a isso.”
Segundo o presidente do PT, o Estado brasileiro tem que prestar assistência às mulheres. Dados do Ministério da Saúde revelam que, no ano passado, cerca de 200 mil mulheres precisaram fazer curetagem de emergência após um procedimento de aborto.
Por meio do Ministério da Saúde, o governo defende uma política para evitar práticas abortivas, como a distribuição de métodos contraceptivos. O Sistema Único de Saúde (SUS) trabalha para preservar a vida das vítimas. No ano passado, o governo investiu R$ 35 milhões nessas políticas e, em 2010, prevê o gasto de R$ 50 milhões.
Fonte:http://www.dilma13.com.br/noticias/entry/dutra-questaeo-do-aborto-nunca-esteve-no-programa/

ENCONTRO DE DILMA COM LÍDERES CRISTÃOS
http://www.youtube.com/watch?v=8CXgM8zTcsQ

PE.LÉO DESMASCARA JOSÉ SERRA QUANTO AO ABORTO
http://www.youtube.com/watch?v=EdNJwnN_vV0

Bem,caros amigos,quando Dilma e Serra falam que "são contra o aborto",falam de posições pessoais,parece que com a pressão de grupos religiosos tanto Dilma quanto Serra disseram que não vão propor mudanças na atual legislação,ou seja,não vão atuar pela descriminalização do aborto.
Pessoalmente,eu lamento,porém tal ato não está mesmo na alçada de nenhum presidente.
É no Senado que se dará o veredicto sobre esta lei.

Se alguém lhe disser que um Presidente pode fazer uma lei ou portaria pela descriminalização do aborto,simples assim É PURA MENTIRA!!!
Mais há uma novidade na câmara federal:
O deputado Hugo Leal (PSC),representante da Frente parlamentar em defesa da vida participou da reunião da Comissão de Seguridade social e Família que rejeitou a PL 1135/91 que descriminalizava o aborto provocado pela própia gestante ou com seu consentimento.
Hugo Leal informou que a Câmara está trabalhando no projeto do Estatuto do Nasciturno e na viabilização de investimentos na política pública de saúde.

A lei da descriminalização seria justamente para o estado ter acesso as mulheres que tentem abortar e ofereça políticas públicas que os desestimule,mais caso a mulher for mesmo abortar,que aborte num período em que o feto não está formado,quando o sistema nervoso e atividade cerebral ainda inexiste e trazer a mulher para programas de planejamento familiar.
Se não as mulheres continuarão abortando as escondidas,sejam em clínicas clandestinas,seja com cházinhos ou agulhas de crochê e num período errado aonde muitas vezes o feto já formou-se.
Para que mulheres que abortaram não morram tb,por não procurarem um hospital público com receio de serem presas.
Claro que não se é a favor do aborto,mais o estado só tem duas saídas-Regulamentar(descriminalizar e adotar regras) ou prender quem aborta.Prender quem aborta não adiantou até hoje e fez o estado ficar ainda mais distante das mulheres que pretendem abortar.
Bem...da Dilma ter dito que nem "Cristo me tira esta vitória",está aqui a negativa,agora aonde está o material que comprove que ela REALMENTE disse isto?
Declarações de Dilma sobre Jesus Cristo – mais um email falso http://migre.me/1pg2F

DILMA NEGA TER DITO QUE NEM JESUS A DERROTARIA
http://www.youtube.com/watch?v=WiPXPgKGNuk

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

As diferenças entre PT e PSDB são irredutíveis-2

O social
a) No governo FHC
Sob o governo tucano, as políticas sociais converteram-se em instrumento da introdução da racionalidade mercantil na esfera pública — um cavalo de Tróia para entronizar o mercado no lugar do Estado. Ao priorizar os direitos individuais sobre os sociais (concepção de igualdade jurídica dos liberais), os tucanos introjetaram nas funções públicas os valores e critérios do mercado (a eficiência como critério básico; todos devem pagar pelo que recebem; os órgãos descentralizados devem concorrer pelos recursos públicos com base na eficiência da prestação de serviços segundo indicadores uniformes etc.).
No governo FHC, as redes de seguro social foram desmanteladas, em seu estágio historicamente incipiente, e passaram a constituir um resíduo de solidariedade pública à benemerência privada para com os miseráveis.
Um caso exemplar de (ausência) de política social nesse período foi a orientação imprimida à educação, que foi despolitizada como prática social e reduzida ao adestramento para o mercado. Nessa condição, o prioritário são os meios para atualizar rapidamente o conhecimento, visando ao treinamento, a familiaridade com a tecnologia do quotidiano. A formação voltada para a elevação da condição humana do cidadão não compensa face aos parâmetros da avaliação de custo-benefício ditados pelo mercado.
Rezando pela cartilha do Banco Mundial, o governo do PSDB privatizou o ensino técnico e promoveu renúncia fiscal para ampliar a participação do setor privado no ensino de graduação, um dos mais rentáveis.


b) No governo Lula


Principal marca distintiva do governo, as políticas sociais são para Lula um instrumento de transformação social. É dever do Estado proporcionar serviços sociais como educação, saúde e previdência.
Com Lula, as políticas sociais são uma resposta ao crescente descrédito da democracia representativa como mecanismo eficaz de agregação de interesses e resolução de conflitos. Contribuem, ainda, para a governabilidade, vez que removem a desconfiança da população nas autoridades em razão de sua promiscuidade com os interesses das elites e dos grandes grupos econômicos.
As políticas sociais levam a um novo tipo de relação entre Estado e sociedade, que se caracteriza por atender conjuntamente aos princípios do reconhecimento, da participação e da redistribuição. Investidas do papel de transformadoras das relações de poder e das práticas administrativas correspondentes, as políticas sociais do governo Lula debilitam as velhas estruturas de poder – sobretudo nos grotões e nas periferias urbanas — onde imperam a centralidade, a iniqüidade e a exclusão.
Ao contrário do governo FHC, que tratou a educação como mercadoria, sob Lula o Estado reassume a responsabilidade pela orientação da educação integral (profissional e humana). Recupera a crença na possibilidade de educação plena dos seres humanos, restabelece a confiança na influência de instituições sobre a conduta humana e prioriza os direitos e necessidades sociais diante dos direitos individuais.
Sua principal diretriz: realçar o sentido da educação como prática social, como campo de luta ideológica, para socializar o ser humano, sujeito e objeto da democracia participativa.
Desdobramento desta política é a ênfase inédita na universalização da educação em todos os níveis, um amplo programa de investimentos para a melhoria da qualidade do ensino e a extensão da rede de escolas técnicas públicas, que haviam sido entregues aos cuidados do mercado por FHC.

É desnecessário prosseguir. PT e PSDB nada têm em comum na sua doutrina e na sua prática política. A estrela vermelha do PT tem cinco pontas (não bicos) e em nada se assemelha a essa ave predadora da família dos ranfastídeos, que voa baixo e vive pulando de galho em galho...


Rui Falcão é advogado e jornalista e deputado estadual do PT-SP.

As diferenças entre PT e PSDB são irredutíveis

1. O papel e a ação do Estado
a) Sob o governo FHC
De forma muito resumida, o modelo tucano na chamada era FHC, que deveria durar pelo menos 20 anos nas expectativas do ex-ministro Sérgio Motta, restringiu o papel do Estado a garantir a liberdade econômica (leia-se inexistência de entraves à acumulação do capital) e individual, a limitar a igualdade à igualdade jurídica e a prover serviços de educação aos mais pobres com vistas a aliviar os efeitos negativos da divisão social do trabalho. Seus postulados mais gerais supõem o mercado como única democracia autêntica e encaram a sociedade não como existente tal qual é, mas como um conjunto de indivíduos, abstraídos de seu contexto político e social.
Como decorrência, ou corolário dessas premissas, qualquer interferência do governo no mercado fere a liberdade econômica e individual, criando obstáculos ao progresso econômico e social dos cidadãos. Os conflitos sociais são reduzidos à mera expressão das disfunções na alocação de recursos, que são corrigidas espontaneamente pelo mercado tão logo o governo remova as barreiras erguidas pelo Estado ao exercício da livre concorrência. Por não aceitarem a existência da luta de classes e a existência de interesses díspares na sociedade, a liberdade significa, para eles, apenas uma suposta renovação recorrente da ordem natural, expressa no equilíbrio espontâneo de interesses operantes no mercado.
Sob FHC, as políticas do Estado brasileiro permaneceram subordinadas às orientações do chamado Consenso de Washington e sempre dependentes das regras estabelecidas pelo FMI, Banco Mundial e outros organismos multilaterais do exterior.

Nos oito anos do tucanato, o Estado entregou à iniciativa privada não só a produção de bens e serviços, mas também a liderança de todo o processo de desenvolvimento econômico.
Reduzido a provedor subsidiário de funções públicas clássicas, como educação para os desafortunados, saúde, administração da justiça e segurança, o Estado debilitou-se sob o comando tucano, expondo-se à sua apropriação pela iniciativa privada. Para isso contribuiu de modo especial o recurso às teorias organizacionais privadas — antes restritas ao interior das empresas e aos muros das fábricas —, que se converteram com FHC nas teorias políticas do Estado moderno.
Em síntese, com os tucanos, o Estado do bem-estar social dá lugar ao Estado regulador, que carrega em si a racionalidade empresarial das corporações transnacionais. A privatização das funções do Estado provoca uma transformação no aparelho de Estado, que, de planejador e indutor do desenvolvimento, desde a década de 1930, passa na década de 1990 a agenciador da acumulação e reprodução do capital.
A adoção do neoliberalismo no País, embora renegado no discurso tucano, provocou conseqüências econômicas e sociais devastadoras. A enumeração é cansativa, porém vale a pena rememorar:
1. aumento sem precedentes da carga tributária, que passou dos 20-22% do PIB, no final dos anos 80 para 36,45% do PIB, em 2002;
2. privatização de setores estratégicos, como energia, transportes e telecomunicações;
3. políticas monetárias e fiscais conservadoras, desacompanhadas de políticas sociais compensatórias (darwinismo social);
4. ampliação da abertura dos setores saúde e educação ao mundo empresarial;
5. abertura comercial e financeira ao capital estrangeiro;
6. privataria da Vale do Rio Doce, vendida por R$ 3, 338 bilhões, ou seja, por um valor quase 100 vezes menor do que o atual;
7. quadruplicação da dívida pública líquida total, que passou de R$ 208,4 bilhões em dezembro de 1995 para R$ 881,1 bilhões em dezembro de 2002, não obstante a transferência para o setor privado de importante fatia do patrimônio público, de US$ 105 bilhões (câmbio vigente durante o período de paridade cambial);
8. elevação da dívida de 29,9% para 55,9% do PIB;
9. quase triplicação da dívida pública externa, de 5,5% para 14,5% do PIB;
10. pífia taxa média anual de crescimento do PIB, da ordem de 2,3%;
11. duplicação da taxa média de desemprego aberto, de 3,1% da força de trabalho no período 1986-89 para 7,1% entre 1998-2002 (demissão de 2 milhões de trabalhadores);
12. insegurança individual e coletiva, diante do aumento da violência e da expansão do crime organizado;
13. avanços marginais na redução da mortalidade infantil e do analfabetismo (ao final de 8 anos de FHC, 40 milhões de pessoas abaixo da linha pobreza e 34,6 milhões de analfabetos funcionais; mortalidade de 30 crianças em cada 1000 por ano, antes de completar um ano de idade);
14. estabilidade monetária gravemente abalada a partir de janeiro de 1999, com o refluxo dos capitais (crise financeira internacional e subseqüente desvalorização do câmbio);
15. paralisia dos investimentos privados.



b) Sob o governo Lula[/]
Por acreditar em que o papel do Estado é o de promover a igualdade e assegurar a liberdade, o governo Lula retomou as iniciativas de planejamento e de projetos capazes de induzir a retomada do desenvolvimento. E, ao fazê-lo, incorporou a população, através de seus vários segmentos representativos, nos processos de decisão – um impulso decisivo para o fortalecimento da democracia participativa no País.
Graças a uma política centrada na retomada do investimento do setor público (da qual o PAC é expressão mais acabada), na geração de empregos, no fortalecimento do mercado interno, na diversificação dos parceiros comerciais, na distribuição de renda, na redução das desigualdades sociais,

o Brasil retomou o caminho do desenvolvimento, agora sustentável e mais resistente a crises externas, como a que sacode a economia dos Estados Unidos atualmente.
Eis alguns exemplos, na questão do Estado, da nova postura adotada pelo governo petista:
1. suspensão do programa de privatização das estatais estratégicas;
2. mobilização da capacidade de investimento das empresas estatais sobreviventes (Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Banco do Nordeste, Eletrobrás e outras) para a reorganização do Estado e para o funcionamento da economia;
3. fortalecimento dos setores estratégicos, incluída a indústria da defesa;
4. recuperação da vocação do BNDES como banco de fomento;
5. ampliação do quadro de servidores públicos;
6. eliminação da dívida externa;
7. controle da expansão da dívida interna (redução como proporção do PIB);
8. acúmulo inédito de reservas (condição externa credora pela primeira vez na história, o que reduz sobremaneira a vulnerabilidade do País);
9. obtenção do chamado grau de investimento pelas agências de rating, que torna o Brasil mais atrativo para os investimentos estrangeiros; redução da libor (componente da taxa internacional de juros);
10. vigorosa retomada do crescimento econômico;
11. fortalecimento dos processos indutores do desenvolvimento sustentável;
12. vertiginoso processo de expansão do mercado interno;
13. índices elevados de redução da pobreza e de aumento da distribuição da renda.
Política externa

a) Com FHC, a diplomacia da submissão
Uma política externa de integração subordinada, de rendição à ordem unipolar e à chamada “globalização assimétrica” — assim pode ser resumida a postura do governo FHC no contexto das relações entre as nações. Pessimista (“País atrasado em relação ao mundo”), deliberadamente passiva ante as investidas das supostas forças do mercado e de portas do País escancaradas à livre circulação de capitais, à especulação financeira internacional e à desnacionalização da economia – eis as linhas que marcaram a diplomacia sob orientação tucana.
Tal política conduziu à abdicação do papel do Brasil como protagonista na construção de um novo sistema político internacional multipolar. Assim é que a ação diplomática do Itamaraty foi circunscrita à negociação das regras do comércio internacional nos organismos multilaterais tipo OMC. Com a renúncia ao papel do Brasil como protagonista-nação, desenvolveu-se uma espécie de diplomacia presidencial, restando-lhe como função a busca de prestígio nacional secundário na figura do chefe de Estado, encarnado no presidente-PhD poliglota.
Confinado a atividades técnico-burocráticas, o Itamaraty teve delegadas a elaboração e a execução da política exterior para o Ministério da Fazenda, tendo como autor o ministro Pedro Malan, intimamente identificado com o programa do FMI, do Banco Mundial e do Consenso de Washington. Como já dito anteriormente, a ausência de uma estratégia de resistência e afirmação no contexto internacional acarretou uma abertura indiscriminada do mercado brasileiro à especulação financeira internacional, com as seqüelas conhecidas de desnacionalização e privatização de setores estratégicos para o desenvolvimento.

b) Com Lula, uma integração altiva e ativa
Diferentemente de seu antecessor, o governo Lula adotou uma postura ativa e pragmática em matéria de política externa. Restabeleceu a dimensão política na ação diplomática, não dissociada das dimensões econômica e social. Uma diplomacia realista engendra um campo de reafirmação dos interesses nacionais e de protagonismo nas relações internacionais, encerrando a época FHC de estagnação e esvaziamento.
Logo de início, o Itamaraty entabulou alianças fora do hemisfério, a fim de expandir a influência do Brasil no âmbito internacional. Em um mesmo movimento, priorizou a reconstrução do Mercosul e a integração da América do Sul, com vistas a reverter a sua marginalização, garantir a governabilidade e lastrear o desenvolvimento regional, além de fortalecê-la e ao Brasil, em especial, nas negociações internacionais. Orientado pelo mesmo objetivo, o governo Lula estreitou os vínculos diplomáticos e ampliou parcerias e relações comerciais com a África, sem descuidar, naturalmente, de ensaiar parcerias estratégicas com potências emergentes como China, Índia, Rússia e África do Sul.
Esse conjunto de iniciativas, que persegue o estabelecimento de um sistema internacional multipolar, regido por princípios democráticos, não somente contribuiu para reduzir o desequilíbrio nas relações com as grandes potências, como também conferiu ao Brasil maior poder de barganha, proporcional ao seu peso internacional.
A nova política exterior foi também valorizada pela inserção da dimensão social nas negociações internacionais — uma extensão natural das políticas internas do governo Lula. Pois as propostas sociais de Lula vão ao encontro da nova agenda internacional, que busca corrigir as distorções criadas pela globalização, até então limitada a questões de liberalização do comércio e dos investimentos. Lembre-se que a ascensão de Lula ao poder, legitimada por esmagadora maioria votos, deu ensejo às iniciativas para a criação da nova agenda.
Em tudo oposto a FHC, que lançou o País no torvelinho da crise neoliberal e ao desprestígio internacional, o projeto interno do governo Lula respalda as ações da diplomacia e tem um forte impacto internacional, assim como, inversamente, as ações da diplomacia visam ao fortalecimento da estratégia de desenvolvimento nacional sustentável.
A campanha de combate à fome, por exemplo, representa o elemento simbólico que acena para a construção de um projeto nacional, de reverberação ao mesmo tempo universal, em resposta à crise da globalização neoliberal. Iniciativas como a revalorização do mercado doméstico e da capacidade de poupança interna consubstanciam uma estratégia de fortalecimento nacional e de uma presença internacional robusta e qualificada. As políticas sociais, energética, urbana, fundiária e industrial do governo Lula conformam uma vontade política nesse sentido.
Paralelamente, o carisma do presidente sintetiza em sua figura franca e simples as características que o mundo admira no Brasil. Isso tem propiciado a Lula desenvolver mais facilmente uma intensa agenda internacional como porta-voz desse projeto.
O Brasil sob o governo Lula atua com otimismo e vontade política, criando constantemente fatos na área internacional. Em contraste, com FHC o País sofria de baixa auto-estima, pois os governos Collor e FHC rendiam-se a uma visão de país atrasado, submisso aos constrangimentos neoliberais demandados pelos países ricos.
Atualmente, ao contrário, o País se considera como um protagonista de mesmo nível, com capacidade de negociação e portador de um projeto nacional que pode contribuir para fortalecer a inserção da agenda social na globalização, em proveito da comunidade das nações. Em lugar de discursos lamurientos sobre o atavismo do atraso brasileiro (Collor e FHC), eivados de uma obediência militante, o Brasil busca agora na ação diplomática apoiar por todos os meios ao seu alcance a realização do projeto nacional.

domingo, 7 de março de 2010

SAÚDE!


No momento em que FINALMENTE,a prefeitura parece que retomou de vez(vamos ver se não para de novo no meio do caminho...)as obras do Posto de saúde do Barata,tão prometidas e enroladas na gestão César Maia que só implantou o programa saúde da família em Realengo por pura pressão do Ministério da Saúde e da justiça,meu olhar se volta para a questão da saúde em nossa cidade e em Realengo.Começam tímidas melhoras como a própia retomada das obras do posto,a expansão das UPA´s,etc...embora hajam retrocessos como a tentativa de pôr fim as casas de parto e PRINCIPALMENTE a aprovação da lei das OS(Organizações sociais)que dão maior domínio privado a saúde pública,como se já não bastasse o CRIME das terceirizações.
Essas bola fora de Sérgio Cabral e Eduardo Paes...
Bem,eu posto aqui um mapa,meio imperfeito,mais útil sobre o sistema de saúde pública em nossa cidade,o Rio de Janeiro.Será bom para acompanharmos as mudanças neste sistema e sua possível evolução e como é atualmente a cobertura pela cidade e se anda funcionando bem...ou não.
É óbvio que não anda as mil maravilhas,mais há de se reconhecer melhorias.
Das U.P.A´s de Realengo e Vila Kennedy,a maior atenção dada ao H.E Albert Schweitzer(que precisa de mais que só "atenção",embora o atendimento tenha melhorado um pouquinho...),a vitória de manter a casa de parto David Capistrano Filho,a expansão do programa de saúde da família;são melhorias que vieram graças a muita mobilização da sociedade e da articulação entre as três esferas de governo(municipal,estadual e federal).

sábado, 6 de março de 2010

Cassel: Brasil é modelo para América Latina no combate à fome


“A experiência brasileira tem demonstrado que o combate à fome não deve ser feito apenas com políticas públicas emergenciais e assistencialistas. O combate à fome tem que fazer parte de uma estratégia social e econômica”. Com essas palavras, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel abriu, nesta sexta feira (5), o Fórum da Frente Parlamentar contra a Fome da América Latina e do Caribe em São Paulo.

O fórum surgiu a partir de uma iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente da Guatemala, Óscar Berger, preocupados com a questão da fome na região. Em 2005 eles propuseram a criação de uma frente para debater o problema e encontrar soluções. Desde então, a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) coordena a iniciativa. Em dezembro de 2008, os chefes de Estado presentes à Cúpula de países da América Latina e Caribe, realizada na Bahia, decidiram unir esforços para apoiar a frente.

Os resultados já estão aparecendo. Atualmente, além do Brasil, a Argentina, o Equador, a Guatemala e a Venezuela possuem leis desegurança alimentar. Diversos países estão debatendo projetos relacionados ao tema: Colômbia, Costa Rica, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru e República Dominicana.

Os principais eixos do encontro — que começou na quinta-feira na Assembleia Legislativa de São Paulo — são: “Direito à Alimentação: elementos centrais para um marco legal”; “Programas de segurança alimentar e compras da agricultura familiar”; “Estratégia contra a fome: participação cidadã”; “Cooperação Sul-Sul: o que podem fazer os parlamentos?”.

Inspiração

A experiência do Brasil no combate à fome desenvolvida nos últimos sete anos serviu de inspiração para todo o continente. Iniciativas como a criação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – Consea –, a aprovação da Lei Orgânica de Segurança Alimentar e a inclusão na Constituição da garantia do direito humano à alimentação são alguns exemplos.

Cassel destacou o conjunto de políticas públicas desenvolvido pelo governo federal na resolução do problema. O fortalecimento da agricultura familiar, responsável pela produção de 70% dos alimentos consumidos no país, a ampliação do crédito para os agricultores e programas como o de Aquisição de Alimentos (PAA) fazem parte da ampla estratégia do Governo Lulapara erradicar a fome e a miséria. “As políticas de segurança alimentar não podem estar desvinculadas das políticas de desenvolvimento econômico e de distribuição de renda”, ressaltou o ministro.

Outra iniciativa do Brasil para buscar soluções na erradicação do combate à fome no continente é o Fundo da Agricultura Familiar do Mercosul, um instrumento financeiro para apoiar as ações de fomento à agricultura familiar na região. O Fundo foi aprovado e regulamentado no âmbito da REAF – Reunião Especializada para a Agricultura Familiar no Mercosul, no ano passado.

Também participaram do fórum o deputado Nazareno Fontelles, presidente da Frente Parlamentar de Segurança Alimentar eNutricional, o chileno Juan Carlos Cebolla, coordenador da Iniciativa América Latina e Caribe sem Fome, Egídio Strapposson, coordenador do Movimento de Segurança Alimentar da Argentina, entre outras autoridades.

Da Redação, com informações do MDA-Incra

ONU: Ação do Brasil contra fome é um sucesso

Relatório da agência da ONU destaca progressos em 31 países, entre eles o programa Fome Zero do Brasil; apesar dos resultados, o estudo ressalta que ainda existem cerca de 1 bilhão de pessoas famintas no mundo.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação revela declínio significativo no número de pessoas mal nutridas desde o início dos anos 90, em 31 dos 79 países monitorados por um relatório da FAO.

É o que mostra o estudo 'Caminhos para o Sucesso', divulgado nesta quarta-feira (11), em Roma, na Itália.

Metade

O texto também destaca os progressos alcançados por 16 nações que já atigiram o objetivo de reduzir pela metade o número de famintos até 2015, ou estão no caminho certo para isso.

O diretor-geral da agência da ONU, Jacques Diouf, analisou os avanços conseguidos em quatro países: Brasil, Armênia, Nigéria e Vietnã.

De acordo com Diouf 'esses exemplos passam uma mensagem de esperança: que a batalha da fome pode ser vencida'.

O relatório ressalta o programa Fome Zero, lançado pelo governo brasileiro em 2003, que inclui a transferência de dinheiro para famílias pobres, principalmente em áreas rurais.

Ações

O estudo menciona quatro ações para o sucesso da redução da fome: a promoção do crescimento econômico e do bem-estar pessoal, alcançar os mais vulneráveis e investir na população pobre rural, assegurar a manutenção dos bons resultados e planejar um futuro sustentável.

Apesar dos resultados, o texto relembra o número histórico de cerca de 1 bilhão de pessoas famintas no mundo.

Durante a apresentação do relatório, Jacques Diouf lançou campanha online e fez um apelo à população mundial para assinar abaixo-assinado para erradicação global da fome.

Os resultados serão apresentados na Cúpula Mundial Sobre Segurança Alimentar, que acontece de 16 a 18 de novembro em Roma.

Mais informações no site: http://www.1billionhungry.org/

Fonte: Rádio das Nações Unidas

Fome Zero reduziu a desnutrição infantil em 73%, diz ONG

O grupo ativista ActionAid divulgou relatório nesta sexta-feira (16) elogiando o Brasil e a China pelos esforços feitos para combater a fome nos países. O documento cita o programa Fome Zero, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reduziu a desnutrição infantil em 73% e a mortalidade infantil em 45% no Brasil. A China reduziu o número de pessoas que passam fome em 58 milhões ao longo de dez anos.

Contrastando com isso, outros 30 milhões se somaram às fileiras dos que passam fome na Índia desde meados dos anos 1990, apesar do aumento da renda per capita nesse país, e 47% das crianças com menos de 6 anos de idade estão abaixo do peso.

O documento aponta ainda que a maioria dos países ricos vem descumprindo suas promessas de aumentar a ajuda alimentar e agrícola dada aos países pobres.

Divulgado no Dia Mundial da Alimentação, o relatório também afirma que as promessas recentes do G8 de gastar US$ 20 bilhões nos próximos três anos para ajudar os países pobres a se alimentarem não estão sendo cumpridas e que não foi fixado nenhum cronograma claro para as ações.

O número de pessoas que passam fome no mundo ultrapassou 1 bilhão este ano --105 milhões mais que em 2008--, e o ActionAid redigiu uma tabela mostrando até que ponto os países ricos vêm cumprindo suas promessas de aumentar a ajuda.

A tabela mede a ajuda dada para a agricultura e a segurança alimentar entre 2005 e 2007, comparando-a com um chamado lançado pela ONU por US$ 30 bilhões anuais adicionais até 2012.

De acordo com o documento, com a exceção dos três maiores doadores --Luxemburgo, Suécia e Noruega--, a maioria dos países ricos não cumpre nem sequer metade do que é esperado deles para atingirem o alvo fixado para 2012.

O relatório também lança um olhar crítico sobre as promessas do G8 feitas numa cúpula na Itália em julho.

A cúpula do G20 realizada em setembro resultou num pedido ao Banco Mundial para que fosse criado um fundo para aumentar os investimentos agrícolas nos países pobres, mas não foi fixado um prazo ou cronograma para a criação.

O embaixador dos EUA junto às agências alimentares da ONU disse em Roma nesta semana que Washington vai depositar nesse fundo os US$ 3,5 bilhões que prometeu como parte da iniciativa do G8, mas que a forma exata que o valor irá tomar ainda não foi determinada.

Fonte: Reuters

GEOPOLÍTICA DO ORIENTE MÉDIO


Com a "ocidentalização"do governo do Iêmen e a vitória socialista no Chipre,dentre outros fatores,houveram mudanças na geopolítica do Oriente Médio e também quis fazer algumas atualizações para mostrar mais sobre esta.

-Países em vermelho
Aqueles que tem governos contrários aos interesses dos E.U.A na região

-Países amarelos
Em geral simpáticos aos E.U.A,mais que adotam posições mais independentes

-Países azuis
Aliados dos E.U.A e em geral tutelados por ele militarmente


-Listras vermelhas
Regiões de maioria Xiita,contrários aos interesses dos E.U.A na região

-Círculos roxos
Bases militares a serviço dos E.U.A na região

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Links interessantes sobre Realengo


O orkut é um lugar muito interessante para você fazer amizades,conhecer pessoas e também lugares.Fazer um "tour"por Realengo e proximidades via comunidades do orkut?me pareceu interessante,estou trilhando,se quiser aqui ficam algumas dessas comus e outras coisitas mais que andei xeretando pra conhecer melhor o bairro e quem vive nele,via orkut:
#Comus do bairro
REALENGO,AQUELE ABRAÇO!
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=68314
Eu amo meus amigos de Realengo
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1577072
Eu amo Realengo
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=3433618
Eu Moro Em REALENGO
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1196525
Realengo
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=381196
Eu amo o bairro de Realengo.
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=4951815
Solteiros de Realengo
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=2165864
Ciclistas de Realengo - RJ
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=28211599
#Sub-bairros
MALLET
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=526348
COHAB de Realengo
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1431991
Jardim Novo - Realengo
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=891632
Eu moro na Piraquara-Realengo
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=6296807
COHAB de Realengo
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=2955562
AMIGOS DO (BATAN)
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=13071646
Batan - Jd. Belcário- Realengo
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=4459986
Vila Vintém
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=5312298
Vila vintem
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=4953617
bonde da vila.vintem
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=16111275
eu moro na vila vintem
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=14056463
tenho orgulho da vila vintem
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=17735955
Eu moro no piriquito
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=3798822
#Locais de Realengo e proximidades
SOBRAL
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=2271532
Aspirante Francisco Mega
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1789564
CAPITAO TEIXEIRA - REALENGO/RJ
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=17041209
Rua Macajuba de Realengo RJ
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=5447916
Rua do Governo - Realengo
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1736179
#Pontos de destaque e lazer
MEGA SHOW OFICIAL
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ESPAÇO CULTURAL JORGE BEN JOR
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MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=81128
LONA CULTURAL GILBERTO GIL
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=808740
Quem Nunca Foi Na Praça Da CHB
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=12546234
PSF VILA VINTÉM
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=41564173
Grêmio Estudantil de Realengo
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=7747791
Praça do Canhão (Realengo/R.J)
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Colégio Pedro II Realengo
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Campo do Periquito
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Praça dos Cadetes de Realengo
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CACHOEIRA DO BARATA
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Hospício do Chopp
(profile)-http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&uid=8505368288405504117
(site)-http://www.hospiciodochopp.com.br/
#Grupos
Bloco Balanço de Realengo
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SOU CRIA DA CHB !!!!
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RIO CATARINO - CANALIZAÇÃO JÁ
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=28049099
SOS RIO CATARINO
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QUERU BAILE NA COHAB !!
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=36267078
BPN
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=19651759
BPN o terror da cohab
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=30534727
Velox No Batan
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=4156345
adoro o baile da vila vintem
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=8364527
Blog S.O.S RIO CATARINO
http://sos-rio-catarino.blogspot.com/

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

IDEB


O IDEB é o índice de desenvolvimento da educação básica que alfere a qualidade do ensino dado nas escolas públicas,aqui posto alguns resultados das escolas de nossa região para termos idéia do ensino e das condições lá oferecidas,só postei o resultado dos anos iniciais pois nem todas ainda entregaram os resultados dos anos finais.Estes são resultados computados no ano de 2.007,os mais recentes ainda estão sendo analisados pelo governo.Vejamos o ranking das escolas em 2.007,o quanto pode ter mudado hoje em 2.009?

1º
E.M Azul e Branco
nota-5,6

2º
E.M Campos dos Afonsos
nota-5,2

3º
E.M Visconde de Porto Seguro
E.M Carlos Maul
E.M Estado de Israel
nota-5,0

4º
CIEP Thomas Jefersson
E.M Cel.PM Flávio Martins Alburquerque
E.M Humberto de Alencar Castelo Branco
CIEP Agostinho Neto
nota-4,8

5º
CIEP Frei Veloso
E.M Attila Nunes
E.M Gil Vicente
nota-4,7

6º
E.M Nicarágua
nota-4,6

7º
E.M Padre Leonel Franca
nota-4,5

8º
E.M Jacques Raimundo
nota-4,4

9º
CIEP Pres.Tancredo Neves
nota-4,3

10º
E.M Tasso da Silveira
nota-4,2

11º
E.M Ramiz Galvão
nota-3,9

Infelizmente última desta lista
E.M Dalva de Oliveira
nota-2,7

Oque temos que ter em mente é analisar como estas escolas estavam e se hoje nota-se melhora,estas notas são dos anos iniciais,ou seja,os primeiros anos q os alunos passaram nas escolas e deve haver mobilização,união e compreensão para que as coisas melhorem.Vemos que nem todas as escolas aparecem na relação,principalmente as estaduais,não sei bem o motivo,mais as que revelam os dados estão de parabéns pois cumprem seu compromisso com a verdade e com um ensino melhor,pois só avaliando que se corrige erros e rumos.
Algumas escolas melhoram outras pioram nos anos finais,quando formam os alunos,das que revelaram o resultado posto aqui:

MELHOROU
E.M Tasso da Silveira de 4,2 para 4,6.
E.M Dalva de Oliveira de 2,7 para 3,0.

Assim demonstram que apesar dos pesares,os alunos q recebem saem melhores do q quando entraram.

PIOROU
E.M Campos dos Afonsos de 5,2 para 4,8.
E.M Estado de Israel de 5,0 para 4,5.
E.M Attila Nunes de 4,7 para 4,4.
E.M Padre Leonel Franca de 4,5 para 3,5.

Estas escolas se já não estiverem melhorando,necessitam de atenção a seus alunos,pois estão tendo dificuldades.


Link
http://ideb.inep.gov.br/Site/

sexta-feira, 26 de junho de 2009

BREVE HISTÓRICO DO TUDEH:FESTA DO IRÃ-PARTE 2


A queda do governo da burguesia na Rússia,levou a uma maior oportunidade para os trabalhadores iranianos que vivem no país a aumentar suas atividades político-sociais e estabelecer o seu partido.
Este foi no entanto,em certa medida reduzido em agosto de 1.918 com o ataque militar imperialista dos governos ocidentais contra o primeiro Estado socialista na face de nosso planeta,bem como a invasão de seus estados do sul.
No entanto,os social-democratas iranianos sob a liderança do "Edalat"e "Hemmat"continuou sua luta contra o imperialismo e reacionários internos.

Na sequência da derrota das forças britânicas e do exército branco pelo exército vermelho,o movimento de libertação nacional atingiu novos patamares no Irã.
Em Gilan,no norte do Irã,social-democratas,em conjunto com revolucionários,intelectuais,camponeses e partidários do "Movimento Selva"encenaram uma revolta,unidos,e formaram a República soviética de Gilan.
Neste contexto em junho de 1.920,o primeiro congresso dos social-democratas iranianos foi convocado em Anzali(um porto iraniano,ao norte)e foi fundado oficialmente o Partido Comunista do Irã.
Segundo a ata do congresso participaram 51 delegados de 9 convidados compareceram no evento.
Nesse período as políticas foram dominadas pela extrema-esquerda.
Ao alterar a composição do comitê central e a eleição de Heidar Amou Oghly como líder do partido comunista do Irã conseguiu-se travar esta tendência.
A parte que participou ativamente no primeiro congresso do povo oriental que foi organizado pelo comitê executivo do Comintern em 1 de setembro de 1.920,e realizou-se em Baku.
Heidar Amou Oghly foi um dos oradores no Congresso,aonde foram eleitos os 48 membros do conselho executivo da publicidade do leste do povo do congresso.
Não foi muito tempo depois da fundação do Partido Comunista do Irã que a reação interna e o imperialismo britânico traçam uma dolorosa conspiração contra o partido.Agentes do governo britânico,que queriam a derrota dos soviéticos e da República de Gilan,do Movimento Selva se infiltraram e preparam-se para enganar seus líderes com um enredo cuidadosamente planejado.
Mirza Khan Kouchak assassinou Heidar Amou Oghly e uma série de figuras proeminentes do movimento de libertação e ordenou um ataque brutal contra o Partido comunista do Irã e organizações em Rasht e Anzali,as duas principais cidades do Gilan.
Ao mesmo tempo,o governo central,que estava esperando por uma oportunidade como esta,enviou suas tropas para Gilan para acabar com a resistência da revolucionária república.
Foram os comunistas contra as balas dos invasores e acabaram presos nos calabouços reacionários.Isto marcou o fim da atividade política do Partido Comunista do Irã,e mais uma vez foi forçado a atuar na clandestinidade.


Uma das principais áreas de atividades do Partido Comunista era ensinar e promover a ideologia do marxismo-leninismo.Para apreciar o resultado deste trabalho perseverante,é preciso só um olhar para o crescimento e a propagação do pensamento marxista revolucionário no Irã,neste momento e ao florescimento de movimentos em diversas áereas.
Após o estabelecimento da ditadura do Xá Reza Pahlevi em 1.925,as pressões das forças reacionárias sobre o movimento comunista e trabalhadores aumentaram dramaticamente.
Durante estes anos de lutas da classe trabalhadora iraniana em geral e entre os empregados da indústria do petróleo em particular,foram ganhando força contra as decisões reacionárias e o imperialismo britânico.
O Partido comunista do Irã,por conseguinte,fundou a União dos Trabalhadores do Petróleo em 1.925 e,dois anos mais tarde,o sindicato foi forçado a atuar na clandestinidade.
O Partido comunista do Irã também se envolveu em outras áereas da luta do povo iraniano.
Organizações de mulheres e jovens foram criadas como resultado do processo democrático das atividades comunistas iranianas.Em 1.923 o "Peyk-e-Saadat e Nesvan"(mensageiro de prosperidade da mulher)foi formado e em 1.926 o grupo de mulheres "Bidarye Ma"(Nossos Awakening)foi estabelecido.Com a intenção de acabar com o movimento democrático no país,a ditadura do Xá Reza Pahlevi intensifica a repressão ao movimento comunista e em 1.929 passa uma lei infame proibindo todas as atividades comunistas no Irã,posteriormente conhecida como "lei negra".
Esses anos também são marcados pelo aparecimento da liderança do Doutor Taghi Arani no Partido Comunista do Irã.
A nova liderança do partido,procura unir as fileiras da organização,lança uma revista teórica chamada Donya(o mundo)no início de 1.932.Um ano mais tarde,por decisão do comitê central do partido,Donya tornou-se parte do órgão do Partido Comunista do Irã.
Em 1.936,o Xá Reza Pahlevi consegue capturar o Doutor Arani e seus associados conhecidos como o grupo dos 53.Apenas dois anos mais tarde,sob a pressão pública,o regime foi forçado a julgar os presos comunistas.O julgamento,de fato,se volta contra a ditadura.
Em uma perspectiva histórica após 6 horas de defesa,aonde o Doutor Arani expõe abertamente o regime fantoche do Xá Reza Pahlevi,e defende os princípios da liberdade,da democracia,do progresso social e as idéias do socialismo científico.
Tendo dedicado sua vida à defesa de nobres ideais humanos,Arani mais tarde foi assassinado na prisão.
O Xá Reza Pahlevi tinha entrado em uma aliança secreta com a Alemanha Nazista de Hitler dando bases no Irã para um possível ataque a União Soviética e encerrado os pedidos de encerrar essas bases.Em 25 de agosto de 1.941,as forças aliadas entraram em território iraniano.
O Xá Reza Pahlevi é forçado a fugir e os britânicos trazem seu filho Mohammad Reza ao poder.


Aproveitando o vácuo criado após os acontecimentos de agosto,o Partido Tudeh do Irã é formado em setembro de 1.941 para continuar o trabalho do proibido Partido Comunista do Irã,em condições de reabrir atividades.


Após a queda da ditadura do Xá Reza Pahlevi,com as novas condições existentes,um grande número de presos políticos foram libertados.Estes incluíam o antigo grupo do Doutor Arani,o grupo dos 53,como ficaram conhecidos que aderiram à ideologia comunista.
Os primeiros alicerces do Tudeh no Irã,foram estabelecidos por estes comunistas.
Em 29 de setembro de 1.941,a fundação da conferência sobre o TPI foi realizada em Teerã,sob a presidência de Soleiman Eskandari Mohsen,um dos renomados combatentes do movimento de libertação nacional.
Foi eleita uma comissão provisória de quinze membros que emitiu uma declaração descrevendo parte do programa do partido,em princípio e anunciou que o Partido dos Tudeh do Irã estava formado,a fim de alcançar a democracia,salvaguardar a independênciia nacional do Irã e sua soberania e se esforçar para trazer reformas urgentes no interesse do povo.


O Tudeh parte do Irã em confomidade com seu nome(O Partido do povo do Irã),destinado a mobilizar amplas camadas das massas trabalhadoras em uma clara perspectiva de luta,usando todos os meios de atividades abertos.
Para este fim,teve como objetivo corrigir slogans táticos a pedidos dos novos tempos e para reunir todas as forças progressistas em uma frente unida com base no interesse comum de todos.
Numa altura em que a ditadura foi a ameaça mais imediata,o recém-formado partido apresentou o lema de todas as classes-liberdade contra a ditadura reacionária.
Logo funcionando como um partido,o Tudeh cresceu rapidamente se tornando um ator importante e influente na política iraniana.
Este crescimento foi resultado do TPI da compreensão das condições específicas do momento e da sua capacidade para responder às demandas das massas.
Como havia sido formado por parte de antigos membros do Partido Comunista do Irã,de início gozava de confiança de consientes extratos da classe trabalhadora.
Logo outros extratos dentro da população ativa,ansiosos de organização e prontos para a luta se reuniram em torno do partido.
A história do TPI é enriquecido com significativa experiência política e organizativa. Fileiras do partido foram consolidadas na luta contra a reação interna, todas as formas de colonialismo eo imperialismo.
A iniciativa parte utilizada para encontrar os melhores meios de combate a qualquer momento, mas às vezes ela também cometeu erros.
Tanto o avanço e os erros do Partido têm servido como guia para posterior combatentes na sua luta.
Em um ano, o Partido tinha formado extensa organizações, em muitos municípios e províncias.
A parte mais importante desta organização foi convocada sua primeira conferência,em outubro de 1.942 com 120 participantes.
Um novo programa foi ratificado por parte desta conferência, que identificaram novas arenas para o Partido.
Em 1944, depois de ter avaliado a sua cada vez maior força, o Partido decidiu entrar para as eleições para o parlamento.
Oito dos candidatos do partido foram eleitos para o Parlamento e formaram a Tudeh facção, que funcionou de forma eficaz no longo período de dois anos do 14º Parlamento.


"Liberdade para todos,Pão para todos,Cultura para todos,Cuidados de saúde para todos"

O partido e sua facção parlamentar comprometeu-se a apresentar planos que respondam as demandas urgentes da população.
Estes incluíram entre outros elaboração de uma legislação laboral, a reforma do ato de emprego, a revisão da lei eleitoral, a reforma do sistema judicial, realizando a reforma agrária e as reformas econômicas, com vista para a industrialização do país, e garantir a igualdade de direitos das mulheres.
A facção Tudeh faria tudo ao seu alcance para a concretização do seu programa e cooperação com outros deputados progressistas.
Em paralelo com a ampliação do Partido organizações, sindicatos democráticos também foram se desenvolvendo rapidamente.
Em 1º de maio de 1.944 após uma longa luta,o Partido conseguiu unir todos os sindicatos em uma organização nacional,o Reunificado Conselho Central dos trabalhadores do Irã.
Esta organização começou com 50.000 membros e em um curto espaço de tempo cresceu para incluir mais de 90% da classe trabalhadora do Irã em suas fileiras.
Um dos resultados do Partido da incessante procura para a formação de uma frente unida foi a fundação do "Liberation Front" com os editores de vários jornais e revistas, o que coincidiu com o primeiro congresso do Partido.
Assim, com os esforços do TPI para a primeira vez na história da luta do nosso povo foi formada uma frente unida de elementos com vistas diferentes, organizados em torno de objetivos comuns.
Um dos aspectos mais importantes do Partido na luta durante este período foi a sua campanha contra o nazi fascismo.
Julho de 1.946 tem um lugar importante na luta anti-imperialista no Irã.Neste dia dezenas de trabalhadores heróicos que participaram da greve perderam a vida,mais uma vez demonstrando a determinação da classe trabalhadora iraniana contra as influências imperialistas no Irã.
Na época,os britânicos da Oil Company,com a ajuda da família Pahlevi tinham formado um poder eficaz dentro do governo iraniano,pilhado os recursos do petróleo e explorado selvagemente milhares de trabalhadores iranianos.
Paralelamente a também selvagem exploração promovida pela Companhia British Petroleum.
A última greve antes de julho de 1.946 foi vitoriosa nos campos petrolíferos de Aghajari e durou de 1º de maio a 5 de junho.
A queda do Xá Reza Pahlevi com a derrota de suas políticas reacionárias deram as organizações civis a oportunidade de progressivamente se reorganizar.
A vitória contra a Alemanha Nazista e o Eixo alterou o equilíbrio de forças a favor dos defensores da independência,da democracia e do socialismo.
Estas condições levaram a um aumento nas fileiras da classe trabalhadora e o movimento comunista no qual os póvos colonizados lutaram para obter independência nacional.
No Irã também as forças progressistas usaram essas condições favoráveis para o relançamento da luta contra a ditadura e pela democracia.
Em meados de 1.945 a reação encenando um ataque contra o movimento democrático e a classe trabalhadora liderou os ataques contra o Partido Tudeh do Irã,ao conselho central,Raiding e seus escritórios em Teerã,Mazandaran e Esfahan.
A classe dirigente impediu a eleição do 15.
O povo iraniano enfrentaram duas opções: ou se render à ditadura ou de colocar-se uma dura resistência contra ela.
Na sequência de uma decisão do DPA, foram formados grupos guerrilheiros, nas zonas rurais, que desarmou os gendarmes.
Inicialmente o movimento triunfou no Azerbaijan,aonde chegou-se a fundar a República autônoma do Azerbaijan.
A principal força motriz por trás do movimento de 21 de dez. Eram, os trabalhadores, camponeses, intelectuais e uma grande proporção da população ativa. O movimento também atraiu a atenção a burguesia nacional, os pequenos e médios proprietários rurais, para a luta contra a grande burguesia e latifundiários feudais.
O órgão do governo democrático Azarbaijan realizou reformas fundamentais nos reacionários aparato estatal em favor do povo.
No fim,o governo central foi obrigado a recuar e aceitou negociações pacíficas.
Estas negociações foram realizadas em Junho de 1946 e um acordo oficial foi assinado entre o governo central e os governos democráticos nacionais de Azarbaijan em 14 de Junho de 1946.
O governo central, em seu decreto de 23 de Abril de 1946 eo acordo de 14 de Junho de 1946, aprovado da natureza democrática do 21 dez movimentos e comprometeu-se a difundir os princípios da democracia no Irã.
Por sua vez, o órgão de governo democrático Azarbaijan acordado para funcionar como um governo provincial e nacional, dentro dos limites do país.
O Azarbaijan governo nacional colocou o exército popular no controle do Ministério da Defesa, a organização guerrilheiros sob o controlo de segurança das instalações, e não resistiu a forças armadas enviadas para Azarbaijan pelo governo central, sob o pretexto de "fiscalizar as eleições parlamentares do dia 15."
Segundo o acordo alcançado, o governo central era o seguinte: atribuir 75% dos rendimentos do Azarbaijan para si, reconhecer a linguagem, a par do Azari língua persa (farsi) e alargar as reformas democráticas para o conjunto do país.
Na sequência da aceitação destas exigências do governo central expedidos força militar para Azarbaijan sob o pretexto de fiscalização das eleições.
O DPA tinha confiança no acordo que tinha feito com o governo central.
Desconhecendo das parcelas relativas imperialista "DPA intenções separatistas" e no interesse da paz considerando a posição do Irã e do equilíbrio de forças no mundo, decidiu não recorrer à resistência armada.
Mas o governo central espezinhados seus acordos debaixo dos pés e ordenou a sua expedição forças militares, para esmagar o movimento democrático do povo pela força.
O governo nacional de Azarbaijan foi a fonte de muitos serviços importantes para os povos da Azarbaijan; o estabelecimento de grandes indústrias, a execução de um controlo rigoroso sobre importações estrangeiras, no interesse do mercado interno, indústrias, a nacionalização do comércio, o açambarcamento de mercadorias foi lutou contra, o "Banco de Azarbaijan" foi fundada, a tributação indireta foi baixado no interesse das pessoas e os impostos foram recebidas capitalistas e latifundiários, progressiva do trabalho e da segurança social leis foram ratificados.
O governo nacional de Azarbaijan realizado fundamentais reforma agrária em terras feudais que foram confiscadas e distribuídas entre camponeses e sem-terra.
O governo nacional tomou passos importantes na preparação do terreno para o florescimento da cultura Azari, entre elas estão: o reconhecimento de Azari idioma como língua oficial da Azarbaijan, a fundação de Tabriz universidade e um novo sistema educacional, a criação de bibliotecas instalações ea publicação de mais de 50 revistas e jornais em língua Azari, a fundação da Rádio Tabriz, o município de poetas e escritores, do teatro universitário e da Orquestra Filarmônica de Azarbaijan. O governo nacional chamou especialmente a atenção para o estado de saúde através do financiamento de diversos hospitais e centros de acolhimento de crianças.
Embora a vida deste governo foi curto, é preciso dizer que, os seus incansáveis esforços, no interesse do nosso povo foi um dos brilhantes páginas da história do Irã.
O TPI tinha uma cooperação muito estreita com o movimento democrático na Azarbaijan desde o início.
Esse movimento impediu a própria reação do estadiamento um ataque sobre o TPI e criou uma atmosfera que ajudou a aumentar a sua influência.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

BREVE HISTÓRICO DO TUDEH:FESTA DO IRÃ-PARTE 1

Por:M. Omidvar - March 1993 Escrito por: M. Omidvar - Março de 1993

Este panfleto aborda resumidamente a luta do movimento comunista no Irã.O trabalho do movimento comunista no Irã é de 71 anos e isso inclui os 51 anos do Partido dos Tudeh do Irã,o partido da classe trabalhadora iraniana.Desde a sua constituição,o partido tem sido o principal alvo dos ataques de reação interna e de forças imperialistas que foram e/ou ainda estão dominando a vida política do país,a fim de pilhar os seus vastos recursos naturais.Nosso partido,durante todas essas 5 décadas,tem sido autorizado a operar legalmente apenas por alguns anos.A festa foi banida por vários governos e membros do Tudeh enviados a câmaras de tortura e esquadrões de tiro,mais o partido tem continuado a sua luta com determinação,mantendo-se fiel aos nobres ideais da paz,democracia e do socialismo.Nós celebramos nosso 51º aniversário em um ponto muito crítico,dadas as condições internas e externas.Com o colapso dos países socialistas da Europa Oriental e do abandono ou traição de ideais socialistas por muitos líderes destes países,a histeria de anti-comunismo,que faz lembrar a época fascista dos anos 30 para trás,comunistas de todo o mundo estão a atravessar uma condição muito difícil.Estes tempos difíceis temos um importante dever de compilar a história de nosso partido,com base em fatos históricos e não subjetivos pré-julgados no sentido de pintar um quadro realista para as gerações futuras.

Não temos medo de admitir nossos erros,que o movimento comunista mundial cometeu erros,mais aos olhos da história a maioria dos comunistas de todo o mundo lutou incansavelmente para o desenvolvimento da humanidade,da paz e do progresso.Membros de nosso partido,sofreram e sofrem anos de prisão,exílio,milhares foram mortos,executados sob tortura por aderirem as idéias do marxismo-leninismo para criar um mundo melhor,mais justo para a futura sociedade.Hoje,membros do Tudeh estão a sofrer nos calabouços,nas câmaras de tortura da República Islâmica,lutando pela democracia e pelo socialismo.

Na tentativa de pintar a história com a cor da resistência,a direção tem evitado entrar em uma profunda análise política do passado do partido,de suas políticas e seus erros.Essa brochura se baseia fortemente em partes de documentos,a fim de evitar opniões subjetivas sobre os eventos.A presente compilação é,portanto um breve histórico da vida e luta do TPI,que foi preparada a partir de um montante de partes de publicações e documentos.Deixemos a história falar por si só,uma vez que os fantasmas do passado sabem mais sobre os segredos da história do que alguns violentos analistas de hoje.Oque está agora nas mãos dos leitores é uma tentativa de esboço do orgulho da luta dos Tudeh em seus 51 anos de vida,e não um histórico completo.

O Nascimento do trabalho do movimento comunista no Irã

Com o crescimento da indústria e com ele o desenvolvimento do modo de produção capitalista no final do século 19 e início do século 20,a ideologia marxista encontrou seu caminho no Irã.
O cenário político e social dessa época pode ser resumido como um período histórico de transformações na sociedade iraniana do feudalismo para o capitalismo.
Embora muito lentamente,o novo capitalismo nascente foi crescendo e a classe trabalhadora do país foi a conclusão do processo de sua gênese(nascimento).
No entanto,ambos enfrentaram forças sócio-econômicas desfavoráveis,ou seja,a velha ordem feudal com seu absoluto regime monárquico.
A luta foi gradualmente tomando forma e se espalhando.
Na virada do século,o anti-despotismo em ações desenvolvidas dramaticamente e em um número sempre crescente de pessoas que participaram da luta revolucionária.
Organizações políticas foram formadas nas principais cidades do Irã,para mobilizar e conduzir as massas em especial em Teerã,Tabriz e Isfahan.
Entre eles havia um grupo político formado em 1.898 por Ali Monsieur,um notável intelectual de Tabriz.
Esta organização mais tarde se tornou um dos fortes pólos de luta anti-despódica.
A social-democracia foi primeiro trazida ao país por esses trabalhadores iranianos que viajaram ao Ghafghaz,da Rússia e países asiáticos para o trabalho sazional especialmente na indústria petrolífera do Baku(mais de metade dos trabalhadores nos campos petrolíferos de Baku foram iranianos).
Foi a partir destes trabalhadores que saíram grandes revolucionários iranianos como Heidar Amou Oghly(um dos líderes da Revolução constitucional,bem como o secretário-geral do Partido comunista do Irã).
Em 1904, a fim de organizar atividades sociais-democratas revolucionários entre os trabalhadores do Azerbaijão e outros iranianos, um grupo político denominado "Hemmat" (Aspiração) foi fundado em Baku.
No mesmo ano,folhetos e panfletos publicados em Baku,Tbilisi e Tabriz,ramos do social-democrata Partido dos Trabalhadores da Rússia(bolcheviques)foram distribuidos por Ali Monsieur não só no Azerbaijão mais em outras áereas no Irã,e também após tradução em árabe nas cidades iraquianas de Bagdá e Kazemein.
Entre 1.901 e 1.902,o órgão central do Partido Bolchevique foi enviado a partir da ferrovia Baku-Berlim através de Tabriz.
O "Hemmat"traduziu pela primeira vez o termo "social-democracia"em persa,a fim de torna-lo mais compreensível para as pessoas iranianas que não tinham conhecimento de línguas européias.
Depois de regressar da Rússia em 1.904,Heidar Amou Oghly,juntamente com alguns de seus companheiros,organizaram a partir de Mashad,células do partido revolucionário pelo Irã.
Um ano mais tarde,na véspera da Revolução Constitucional,o primeiro documento oficial do movimento social-democrático no Irã foi aprovado em uma reunião em Mashad.
Após a derrota da Revolução constitucional,e mais tarde,durante a Primeira Guerra Mundial,os social-democratas iranianos continuaram suas atividades,tanto dentro do país quanto no exílio.
Na sequência da vitória da Revolução Russa em fevereiro de 1.917,a derrubada do regime Tzarista,revolucionários iranianos que haviam emigrado para a Rússia encontraram a oportunidade de se organizarem abertamente,aumentar suas atividades e criar seus gabinetes e centros de trabalhadores.
Em Maio de 1917, o Partido Social Democrata iraniano Edalat (Justiça), foi fundado oficialmente, e publicou o seu programa em duas línguas, persa e Azari, em Baku.Na seção do presente documento em persa encontra-se a seguinte declaração:"Entre as reinvindicações dos Edalat estão a transformação da vida,da sociedade e das relações sociais nas bases do socialismo,a fim de pôr termo a exploração dos trabalhadores por aquelem que regram a nossa sociedade."

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Eis a notícia

Posto aqui a notícia que opinei no tópico anterior,caso não desejem clicar no link:
Conselho de Guardiães admite irregularidades em eleição no Irã

Porta-voz diz que houve mais votos que eleitores em 50 cidades.
Segundo ele, votos excedentes somam mais de 3 milhões.

O Conselho de Guardiães do Irã admitiu que na eleição presidencial do dia 12 de junho aconteceram irregularidades, segundo informa o site do canal estatal de televisão "Press TV".


De acordo com a nota divulgada neste site, um porta-voz do conselho, Abbas-Ali Kadkhodaei, admitiiu que em 50 cidades houve mais votos que eleitores quando falava no canal estatal Irib, no domingo (21).



No total, isso levaria a mais de 3 milhões de votos a mais na eleição. “Ainda está por ser determinado se esta quantidade é decisiva para os resultados da eleição”, disse.



Leia outras reportagens sobre a eleição no Irã



Kadkhodaei mencionou a irregularidade quando contestava a acusação de um candidato derrotado, Mohsen Rezaei, de que o número de votos teria excedido o total de eleitores em 170 cidades. “As estatísticas apresentadas por Mohsen Rezaei, em que ele afirma que mais de 100% dos eleitores votaram em 170 cidades não são precisas – o incidente aconteceu em apenas 50 cidades”, disse o porta-voz.



Protestos

A oposição contesta os resultados das urnas, que reelegeram o presidente conservador Mahmoud Ahmadinejad. O candidato derrotado Mir Houssein Moussavi pediu neste domingo a seus seguidores que continuem protestando contra o resultado das urnas, mas mostrando "moderação".


Os protestos desde a vitória do presidente Mahmoud Ahmadinejad já mataram pelo menos 18 pessoas -10 delas apenas no sábado.

"Em seus protestos, continuem a mostrar moderação. Espero que as forças armadas evitem causar danos irreversíveis", diz o comunicado publicado no site de Moussavi .


Ele também condenou a suposta prisão em massa de partidários durante os atos de sábado.



No sábado, o Conselho de Guardiães anunciou que vai recontar aleatoriamente 10% dos votos.



"Ainda que o conselho não seja legalmente obrigado, estamos prontos para recontar 10% dos votos ao acaso, na presença de representantes dos três candidatos derrotados", disse naquele dia o porta-voz do conselho, depois de reunião com oposicionistas.

Os clérigos que compõem o Conselho de Guardiães já haviam falado sobre a possibilidade de recontagem parcial de votos, mas também tinham descartado anular o resultado eleitoral.

Conselho de Guardiães admite que houve irregularidades nas eleições do Irã

Vamos observar:
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1202563-5602,00-CONSELHO+DE+GUARDIAES+ADMITE+IRREGULARIDADES+EM+ELEICAO+NO+IRA.html

Essas irregularidades são nas urnas apuradas pelo conselho em que os candidatos puseram em suspeição,tais urnas não chegam a 12% do total e essas irregularidades são comuns e frequentes em eleições ainda problemáticas como no Irã,mais não desqualificaam o resultado final-a vitória com ampla vantagem de Ahmadinejad.E não diz a notícia em favor de que candidato foram as fraudes.
3 milhões é um número respeitável,mais não altera o resultado final.E não altera a verdade de que Mousavi é um golpista mentiroso,jamais esteve sequer perto de empatar com Ahmadinejad.
Cada um tem sua opnião,longe de mim querer que vocês simpatizem com Ahmadinejad ou com a Teocracia iraniana,mais oque não dá é se deixar manipular pela mentira da mídia.MOUSAVI JAMAIS TEVE CONDIÇÕES DE GANHAR.Apelo a seus corações e mentes para oque acompanharam durante todo o processo eleitoral que sempre mostrou larga vantagem de Ahmadinejad,já mostrei que a ÚNICA pesquisa que mostrou Mousavi na frente não tem credibilidade pois foi feita pelos partidários do própio Mousavi enquanto as outras foram feitas pelos mis diversos órgãos ao redor domundo,mesmo redes anglo-americanas como a BBC e a ABC News sempre mostraram Ahmadinejad na frente com ampla vantagem.
Essas irregularidades,todos sabemos que são comuns em uma eleição aonde ainda imperam lideranças locais(nós não temos coróneis e milícias?)e o voto ainda é de papel,mais que no geral a vontade do eleitor foi mesmo reeleger Ahmadinejad.
Não podemos permitir que os E.U.A e a mídia corporativa "reinventem"a verdade a seu bel-prazer.
Se nós apoiamos um golpe ocidental contra um regime que não é perfeito,mais que foi legitimado pelo seu povo,se nós nos julgamos acima do povo iraniano então somos tão ditatoriais quanto aqueles que julgamos combater.
E não se enganem as armas usadas hoje no Irã contra Ahmadinejad tb serão usadas contra nós,quando os votos de vcs forem calados pela mídia lembrem-se de que posição tomaram hoje e que tipo de força vocês estão dando credibilidade.

Bem,de acordo com esta notícia postada pelo nosso amigo aí,ainda é 10% e não 12%,vamos relevar pois os órgãos de imprensa sempre divergem um pouco:
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1202563-5602,00-CONSELHO+DE+GUARDIAES+ADMITE+IRREGULARIDADES+EM+ELEICAO+NO+IRA.html
Mais 3 milhões não é muito não,tem mais de 3 milhões de habitantes só na zona oeste do Rio de Janeiro,será que estes representariam 10% dos votos numa nação populosa como o Irã?

Pra quem ainda não conhece

Eis o Irã na Wikipédia,leiam já dá pra conhecer o básico sobre o país!:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ir%C3%A3o

sábado, 20 de junho de 2009

Por que os E.U.A se inquietam-2



A influência regional do Irã e com ela a da Rússia e China no Oriente médio aumentou ainda mais ultimamente fruto das mudanças geopolíticas globais com a ascenção dos países emergentes e a crise que afeta principalmente o Primeiro mundo e tem nos Estados Unidos,o seu coração.
Israel ainda mais depois da eleição do conservador Beijamin Netanyahu se torna ainda mais um pária isolado no Oriente médio e sem credibilidade alguma para opinar em oque quer que seja.
A cartada de Obama é a causa palestina,o único modo de recuperar os laços com os países árabes e em especial com a Arábia Saudita,estremecidos pelo Bushismo.
A França de Sarkozy também está pronta para recuperar terreno embora também venha tendo que ceder,pois suas posições a tempos estão caindo,hoje tem seu trunfo no Fatah na Cisjordânia e na dinastia Hariri no Líbano.
Sarkozy,Obama,Arábia Saudita e Israel neste momento se unem contra a ascenção regional do Irã.
Dois acontecimentos recentes trouxeram o alarme vermelho a Washington.Reunidos lado a lado os presidentes do Irã e do Iraque juraram "aliança mútua e sem limites"e endossaram"os E.U.A fora do Iraque".A retirada é inevitável,mais o Irã demonstrou que o futuro do Iraque pós-Saddam está agora se distanciando cada vez mais de Washington.
E os Presidentes de Irã e Paquistão assinaram a construção de um grande gasoduto que sairá do Golfo Pérsico atravessando os dois países e irá abastecer a gigante Índia.Juntamente com o títere de Washington,o Presidente Karzai do Afeganistão assinaram um "tratado de segurança"e disseram que desejam "os E.U.A fora da Ásia Central".De miúdo a Índia se levanta dando suporte ao Irã e fortalecendo seu pedido de ingresso a SCO(Cooperação de Xangai).
A essa reviravolta que inclui a retirada de "tropas da O.N.U"do cáucaso fazendo a Rússia usar seu poder veto no Conselho de segurança das O.N.U,Washington respondeu com a tentativa de desestabilizar o Irã que se ergue.

Por que os E.U.A se inquietam



A administração Obama mostra sua face no golpe no Irã contra o presidente Ahmadinejad e na "proposta"de ajuda pela "liberdade"na Venezuela e na Bolívia.Numa crise econômica,moral e política os E.U.A voltam a ofensiva,embora mais discretos,principalmente receosos da união entre as grandes economias emergentes-os BRIC e a SCO(Cooperação de Xangai).

Países do Bric cobram mais poder nas instituições internacionais
http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/06/17/paises+do+bric+cobram+mais+poder+nas+instituicoes+internacionais+6782916.html


As quatro maiores economias emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China (os Brics), vão atuar de forma coordenada na reforma do sistema financeiro e exigem mais poderes para os países em desenvolvimento nas instituições financeiras internacionais e na Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão foi tomada na noite de ontem, ao término da primeira cúpula dos Brics, em Ecaterimburgo, na Rússia.
O objetivo da estratégia é reforçar a posição dos quatro países, em especial para a próxima reunião do G-20 (grupo dos 20 países mais industrializados), marcada para Pittsburgh, nos Estados Unidos, em setembro. Antes, será aplicada no encontro dos sete países mais ricos e a Rússia (G-8), no mês que vem, na Itália.

O anúncio da cooperação foi formalizado na declaração oficial do evento e reafirmado em entrevistas dos líderes políticos do bloco. O texto, com 16 itens, é conclusivo sobre as pretensões dos Brics em relação aos parceiros industrializados. "As economias emergentes e em desenvolvimento devem ter mais voz e representação nas instituições financeiras internacionais e seus líderes e diretores devem ser designados por meio de processos seletivos abertos, transparentes e baseados no mérito."

Nos demais tópicos, os Brics pedem uma arquitetura econômica amparada na democracia, em bases sólidas e reguladas e clamam pela reabertura das negociações da Rodada Doha. Pedem, ainda, apoio aos países pobres e o suporte às energias renováveis. Em declaração anexa sobre segurança alimentar, os Brics defenderam a transferência de tecnologia para a produção de biocombustíveis e o desenvolvimento técnico da produção agrícola.

A ênfase, contudo, foi voltada para a cooperação para a reforma do sistema financeiro. O documento, porém, deixou de fora duas importantes iniciativas de Moscou: um papel menor para o dólar e uma moeda supranacional como reserva de valor .

Ao término do evento, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, explicitou a intenção de organizar uma estratégia comum. "Vamos coordenar o nosso trabalho e discutir os parâmetros de uma nova arquitetura financeira", afirmou o chefe de Estado.

Segundo Medvedev, os presidentes dos bancos centrais e os ministros de Finanças, de Energia e de Agricultura dos quatro países farão encontros periódicos para organizar as estratégias comuns. E, em 2010, uma nova cúpula deverá ser realizada no Brasil. "Vamos incumbir os presidentes de bancos centrais e os ministros de Finanças de prepararem ideias e sugestões vitais para elevar a cooperação ao nível mais alto."

Horas antes, em encontro com Medvedev, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma declaração no mesmo tom. "Esta crise exige um pouco mais de ousadia para que discutamos o papel das organizações internacionais e dos Brics."

Lula ainda pediu mais interação e mais reuniões entre Brasil e Rússia. O presidente afirmou, com a aprovação do colega russo, que a crise atual "recupera o papel do Estado".

Encerrado o evento, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, deu mais detalhes sobre a cúpula, que também teve a participação do presidente da China, Hu Jintao, e do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

"Os Brics poderão agir de forma conjunta, sobretudo em termos financeiros", ratificou Amorim. "Não significa que em tudo vamos ter posições comuns. Mas em reuniões do G-20, em encontros sobre temas econômicos e financeiros certamente haverá um esforço para continuar e aprofundar o esforço feito hoje."

Analistas afirmam que a semelhança entre os quatro países do Bric praticamente se resume ao robusto crescimento econômico dos últimos anos. Suas posições políticas e prioridades globais diferem muito e diplomatas se perguntam se o fórum poderia impulsionar posições fortes e unidas.

FRAQUEZA

A cúpula dos Brics também confirmou a preocupação crescente dos emergentes em traduzir sua força econômica em influência política, lançando-se como contrapeso às posições dos sete países mais ricos. Amorim afirmou que o presidente Lula manifestou aos colegas preocupação com o suposto esvaziamento do G-20.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, discordara de Amorim ao dizer que o "G-8 não morreu", que a cooperação é crescente e "o G-5 será um parceiro integral do G-8". Mas demonstrou sintonia sobre a falta de força dos emergentes entre as maiores economias.

WASHINGTON NÃO PODE MANDAR EM TUDO

Por Michael Hudson

14 jun. 2009

Desafiar os Estados Unidos será o principal foco das reuniões em Yekaterinburgo, na Rússia, na segunda e terça-feira, para o presidente chinês Hu Jintao, o Presidente russo, Dmitry Medvedev e outros líderes das seis nações da Organização de Cooperação Xangai. A aliança inclui Rússia, China, Cazaquistão, Tajiquistão, Quirguistão e Uzbequistão, e status de observador para o Irã, Índia, Paquistão e Mongólia.

Os participantes asseguraram a diplomatas americanos que o desmantelamento da hegemonia financeira e militar dos Estados Unidos não é o seu objetivo. Eles simplesmente querem discutir a ajuda mútua - mas de uma forma em que não haja qualquer papel para os Estados Unidos. Ou para o dólar como veículo de trocas comerciais entre estes países.

A reunião é uma oportunidade para a China, Rússia e Índia conseguirem "construir uma ordem mundial cada vez mais multipolar", como Medvedev expressou em um discurso em São Petersburgo este mês. O que ele quis dizer foi o seguinte: chegamos ao nosso limite de subsidiar os Estados Unidos em seu cerco militar da Eurásia, e ao mesmo tempo, permitir que os Estados Unidos continuem a se apropriar de nossas exportações, nossas empresas e imóveis em troca de papel moeda de valor questionável. "O sistema unipolar mantido artificialmente", disse Medvedev, foi baseado em "um grande centro de consumo, financiado por um déficit crescente e cada vez maior endividamento, uma moeda de reserva forte que já não o é mais, e um sistema prevalente de avaliação de ativos e riscos".

Atentos observadores da América, mesmo que eventualmente não sejam gestores eficientes de suas próprias economias, esses países argumentam que a causa da crise financeira global é que os Estados Unidos produzem pouco e gastam muito. Especialmente incômoda é a despesa militar dos Estados Unidos - como a ajuda militar à Geórgia ou a presença nos países petrolíferos do Oriente Médio e da Ásia Central - utilizando dinheiro que cabe aos bancos centrais estrangeiros reciclarem.

O consumo excessivo dos cidadãos americanos, a aquisição de empresas estrangeiras por americanas, e os dólares que o Pentágono gasta no exterior, tudo acaba nos Bancos Centrais. Estes governos enfrentam uma escolha difícil: ou reciclar os dólares de volta para os Estados Unidos comprando títulos do Tesouro ou deixar que o "mercado livre" valorize suas moedas em relação ao dólar - o que torna os preços das suas exportações inaceitáveis nos mercados mundiais, criando desemprego doméstico e falência de empresas. Os mercados no estilo americano os aprisionam em um sistema que os força a aceitar dólares de forma ilimitada. Eles querem dar um basta a isso.

O que significa criar uma alternativa. Em lugar de fazer apenas "mudanças cosméticas, como alguns países e, talvez ate os próprios organismos financeiros internacionais podem querer", Medvedev concluiu no seu discurso em São Petersburgo: "O que precisamos são instituições de um tipo completamente novo, em que não haja o domínio de países ou questões políticas e econômicas especificas."

Para começar, os seis países pretendem implantar o comércio entre eles usando suas próprias moedas, de modo a obter o benefício do crédito mútuo, em vez de dá-lo para os Estados Unidos Nos últimos meses a China assinou acordos bilaterais com Brasil e a Malásia para realizar trocas em renminbi em vez do dólar, libras esterlinas ou euros.

Muitos estrangeiros vêem os Estados Unidos como uma nação sem lei. De que outra forma caracterizar um país que exige um conjunto de leis para os outros - sobre a guerra, pagamento da dívida e tratamento de prisioneiros - mas não os aplica?

Os Estados Unidos são o maior devedor do mundo, e ainda assim tem evitado os inconvenientes de "ajustamentos estruturais" que foram impostos às outras nações endividadas. As reduções nas taxas de juros e na carga tributaria nos Estados Unidos realizadas em meio a déficits comerciais e orçamentários que estão explodindo são vistos como o maximo da hipocrisia, tendo em vista os programas de austeridade que Washington impôs aos outros países através do Fundo Monetário Internacional e outros meios.

Não é nenhum mistério para eles como os Estados Unidos se mantém acima da lei. Os outros países vêem um sistema financeiro baseado em bases militares americanas ao redor do globo. O FMI, Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio e outros delegados de Washington são vistos como vestígios de um império americano que não consegue mais se impor através do poder econômico, e que ficou apenas com o poder militar. Vêem que esta hegemonia não pode continuar sem receitas adequadas e estão buscando acelerar a falência da ordem mundial americana financeiro-militar. Se a China, a Rússia e os seus aliados conseguirem seu objetivo, os Estados Unidos terão de parar de viver às custas da poupança dos outros, e não terão mais os meios para seus ilimitados gastos militares.

Os Estados Unidos pediram para enviar representantes para Yekaterinburgo como observadores. Receberam um não. É uma palavra que os americanos irão ouvir cada vez mais no futuro.

O autor é professor de Economia da Universidade de Missouri