sexta-feira, 19 de junho de 2009

O Irã e os erros de um olhar ocidental

Ler a política iraniana com olhos ocidentais é o primeiro grande erro nestes dias.Respeito pelas tradições que nós chamamos de "nossos póvos"são também a tradição iraniana.Oque está por de trás deste tipo de "cor"revolucionária?Que interesses estão por trás do desejo de criar uma abertura para o Ocidente?

Jacob David Blinder

Web YVKE Imprensa (com contribuições de textos Marisela Betancourt e Robinson Zapata)

Quarta-feira, 17 de junho de 2009. 1:23 pm

Desde a semana passada após o sucesso esmagador da reeleição do Presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad,a imprensa internacional foi consagrado a prioridade os maciços protestos em Teerã apelando à existência de uma alegada fraude eleitoral.O cabeça deste movimento é o candidato derrotado Mir Hussein Mousavi.Oque não se reflete no relatório oque está por trás de Mousavi e interesses representados.

O senso comum do tema nos faz pensar que qualquer mobilização maciça,fato indiscutível,contra um presidente significa que ele é um ditador e as pessoas estão a exigir sua cabeça por sua política repressiva.

Leitura de um vulgar e manipulado conflito,muito mais complicado e desconhecido para o interior,mais muito mais conhecido no mundo exterior:os E.U.A em suas repetidas tentativas para desestabilizar qualquer governo na frente e coloca-lo em sua dominação mundial.Além disto,esta nação é uma parte importante no mapa do Oriente médio.

Por outro lado,a mídia internacional dedica horas,intermináveis linhas e espaços sobre as manifestações contra ele,mas recentemente,também abordou a enorme manifestação em torno de Ahmadinejad.

Um dos principais erros em que as pessoas geralmente caem,deste lado do planeta é ler os acontecimentos políticos políticos do Oriente com olhos ocidentais.

Uma das áereas a esse respeito é a de corresponder o papel desempenhado pelo Presidente do Irã para o papel que conhecemos nos nossos países.

Sem entrar em longas exposições que para além de nós é desnecessário,no entanto saber um pouco sobre este país asiático que não atende aos nossos olhares.
A Revolução Islâmica de 1.979

Irã em que estabelece um sistema político republicano, em 1979, devido à eclosão da revolução islâmica liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, que derrubou a monarquia do Xá do Irã que tinha prevalecido por mais de 400 anos.

Como eixo articulador das diversas facções que participaram da derrubada do Xá, Khomeini desenhou um sistema descentralizado de governo em que nenhum grupo,incluindo o Partido Revolucionário Islâmico foi absolutamente dominante na arena política e assim agiu como árbitro de conflitos que ocorrem no seio da coligação revolucionária.Os princípios básicos da posição externa da revolução iraniana foram independentes, tanto do leste e oeste, a luta contra as superpotências e do poder sionista, apoio para póvos oprimidos em todo o mundo (sobretudo muçulmanos), o anti-imperialismo, o apoio as massas oprimidas.

Estrutura política da República Islâmica do Irã

A Constituição iraniana foi aprovado no mesmo ano do triunfo da revolução em 1979 através de um referendo que conquistou 98% dos votos.

A Constituição estabeleceu uma República Islâmica aprovados em um país onde 98% da população é muçulmana, a maioria xiita e os restantes 2% são divididos entre cristãos e judeus.

A Constituição iraniana dá as minorias religiosas no país representação política no parlamento. O Irã é o único país muçulmano que dá a população judaica um assento no Parlamento Nacional.

O poder político é exercido pelo povo através do voto popular. O estado, por sua vez, é realizada no âmbito do Executivo, Legislativo e Judiciário.

No auge do poder reside o Líder Supremo, Ayatollah Ali Khomeini atualmente, e tem como principais tarefas domésticas e delinear a política externa do país, comanda as forças armadas e declarar a guerra ea paz.

O presidente é eleito por sufrágio universal a cada 4 anos, também prevê políticas do país, mas não controla as forças armadas.

No entanto, o órgão mais influente no Irã é o Conselho dos Guardiões. É constituída por 12 membros e tem o dever de interpretar a Constituição, para determinar se leis aprovadas pelo Parlamento relativamente a sharia ou lei islâmica, o parlamento e vetou uma revisão dos candidatos eleitos.

Sharia é um corpo de regras jurídicas que trata de todos os problemas da sociedade. Estas normas resultam da interpretação dada às disposições legais contidas no Corão e da hadits (tais factos ou atribuída ao Profeta).

A Assembleia de Peritos é responsável por eleger o Líder Supremo. Reúne-se para uma semana, uma vez por ano e é composto por 86 clérigos eleitos em votação popular para um período de 8 anos.

O parlamento iraniano é unicameral e é composto de 290 membros eleitos por voto popular a cada 4 anos.

Um guia para o Ocidente não deve ser

Estes dados são uma tentativa de derrubar um olhar sobre o conflito no Leste do Irã, precisamente porque a nossa mente ocidental não pode compreender plenamente a não ser que se dediquem totalmente com a sociedade. Mas o que é importante destacar é a nossa fonte de limitação em tratar o problema do Irã, o achado de nossas próprias limitações de análise nos torna conscientes da nossa fácil leitura e manipuladas.

Na análise referindo-se ao presidente iraniano Ahmadinejad é rotulada como "conservadora". Em contraste com Mir Hussein Musavi é o que qualifica como "reformista".

Acontece que Ahmadinejad representa o desejo da população iraniana, 62% votaram a favor da ratificação, manter as suas tradições, a sua adesão a leis muçulmanas. Por muito que os nossos olhos vêem algumas tradições ocidentais como para trás, teríamos de perguntar se a tradição ocidental que se impôs, na verdade gerar progresso para a humanidade.
Não dar o nosso povo e saqueada americano ofendido por não ter que sofrem opressão e da inculcação de uma cultura estrangeira após a conquista do Oeste!


Temos também de aprender a respeitar as decisões soberanas do povo. O povo iraniano querem manter as suas tradições, sua religião, seus costumes.E não é que a verdadeira cultura iraniana,não foi absorvida com a situação atual.O Irã é um país moderno aonde correm as mesmas vantagens tecnológicas de qualquer outro país.

Por outro lado, os reformistas Musavi não é nada, mas a "abertura ocidentais", pois quando a ocidentalização do Oriente é uma coisa boa? Isto é o que nos faz acreditar vez desde o norte do país, criando o medo do outro, diferente, que a sua cultura é diferente converte diretamente em um terrorista.

É realmente boa a abertura ocidental ao Irã?Quem somos nós, ocidentais por força para acreditar que há necessidade de abertura do povo iraniano?


Uma colorida revolução verde?

A chamada revolução colorida é um elaborado esquema de subverter a ordem estabelecida,oque depende da utilização de meios de comunicação como propaganda através da internet,poder financeiro ,aconselhamento a oposição por grupos estrangeiros,agêncis de inteligência,mobilizações da juventude ou estudantes,guerra psicológica e de falta de legalidade e constitucionalidade.

Ideólogos e os seus defensores têm definidos esses processos como uma expressão pacífica dos povos são revelados contra um regime tirânico.

A cor revoluções são efectivamente um mecanismo de intervenção estrangeira indirecta, uma nova expressão da velha política de "mudança regime" através da qual as grandes potências ocidentais têm procurado, nos países que têm um objectivo estratégico, para alterar o hostil ou pouco fiáveis parceiros para mais dóceis e conforme aos seus interesses.

Contacte a factores externos e fornecem dinheiro e formação de oposição com o objectivo de que estes irão gerar um efeito multiplicador. Então começou uma série de acções, tais como:



Ativar novos atores fora do convencional da política, em particular os jovens e estudantes, sem qualquer afinidade ideológica, identificada com os valores e padrões de consumo da sociedade (música, moda, estilo de vida).


Uso de simbolismo e slogan que irá ajudar a expandir o movimento e não por convicção política ou como uma onda da moda (roupas de uma cor, bandeiras, placas).


Endereço da não-violência e desobediência pacífica, juntamente com várias manifestações rua até desencadear um evento levando ao colapso do Estado.


Usando os meios electrónicos para gerar rápida concentrações.


A pressão internacional por uma exortação para que respeitem os direitos humanos dos manifestantes.


Negar o governo democrático que é internacionalmente denunciando um governo produto da fraude eleitoral e que é uma ditadura.

Algumas semelhanças com manifestações opostas a Ahmadinejad não é um produto de mera coincidência.

Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano citado pela European embaixadores' interferência '

Os embaixadores da Alemanha, Itália, Reino Unido, França e Países Baixos, foram convidados sobre a "interferência" nos seus países nos assuntos internos do Irão, desde a última eleição presidencial no país, o ministério disse em uma declaração liberada terça-feira.



PressTV / Web YVKE Press, Traduzido do Inglês por Ivana Cardinale



e "100.000" d novo contra "milhares"

Agora vejamos esta reportagem de O Globo:
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/06/18/mais-de-100-mil-vao-as-ruas-de-teera-em-dia-de-luto-756406236.asp
"Mais de 100 mil pessoas, muitas delas vestidas de preto, realizaram nesta quinta-feira(dia 17) uma marcha pela capital do Irã, Teerã, no que foi chamado pela oposição de "dia de luto" pelos oito manifestantes mortos em protestos no início desta semana. "
Qual a fonte de O Globo para números tão precisos?O Globo relata que a matéria vem do portal BBC Brasil.
O Estadão diz:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,manifestantes-pro-e-contra-pleito-no-ira-vao-as-ruas-em-teera,388200,0.htm
"Segundo o correspondente da BBC em Teerã Jon Leyne, pelas imagens da TV estatal iraniana, o ato pró-Ahmadinejad parece ser menor do que o da oposição, mas não é possível confirmar a informação. "
Ora,o ato pró-Ahmadinejad é "impossível",mais o da oposição a BBC sabe informar milimetricamente o número?
E diz ainda sobre o protesto da oposição iraniana:"Uma testemunha disse à BBC que o protesto é ainda maior do que o protagonizado pela oposição na segunda-feira. "
Seria essa "testemunha" a fonte da BBC?testemunha que faz parte da oposição...
ou teria contado um a um os manifestantes?
Vê-se que tanto O Globo quanto o Estadão tiveram a mesma fonte-BBC.No entanto o Estadão publicou haver "milhares"enquanto O Globo afirmou ter exatos "100.000".Por que?
O Estadão tendo os números exatos não os publicaria?ou não eram exatos e por isso publicou "milhares"?

1.000.000 e "milhares"

De início repare no que diz esta reportagem:
http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/06/18/
"Com o uso da social network Twitter, os eleitores inconformados conseguiram realizar convocações para a gigantesca manifestação ocorrida ontem(dia 17), com cerca de 1,0 milhão de participantes."
Dia 17 é ontem pois a reportagem foi postada dia 18.
Agora vejamos outras reportagens sobre o mesmo ato do dia 17:
http://www2.opopular.com.br/ultimas/noticia.php?cod=400381
"Na quarta-feira (17), milhares de partidários de Moussavi reuniram-se nas ruas da capital e marcharam em silêncio pelas praças Haft-i Tir e Enqelab, rumo ao norte da cidade. Não houve registro de incidentes. Muitos manifestantes usaram roupas verdes - a cor da oposição - e carregaram fotos do candidato pró-reformista."
"Veem a diferença entre 1,0 milhões de participantes" e "milhares de partidários de Mousavi"?"Milhares NÃO é 1 milhão".
O número de 1 milhão foi divulgado pelo apoiadores de Mousavi e logo desmentido por toda a imprensa mundial pois é uma fraude.Nenhuma reportagem séria divulgou 1 milhão pois seria desmentida.Passou a dizer "milhares".Quantos milhares?Ninguém diz.2.000 manifestantes em tese já são "milhares",pois é "mais de mil".
Observem em toda a mídia todos só tratam de "milhares".O 1,0 milhão era tão falso que eles não puderam emplacar diante do desmentido mundial.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O povo iraniano fala


Artigo do Washington post traduzido para o português

Artigo original em inglês:http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/06/14/AR2009061401757.html?nav=rss_opinion/columns

Os resultados eleitorais no Irã podem refletir a vontade do povo iraniano.Muitos especialistas estão afirmando que a margem de vitória do histórico presidente Mahmoud Ahmadinejad foi o resultado de uma fraude ou de manipulação,mais a nossa opnião pública nacional vistoria os iranianos desde de três semanas antes da votação e sempre mostraram Ahmadinejad na liderança por uma margem de 2 para 1,superior inclusive a sua margem de aparente vitória na eleição.

Embora jornalistas ocidentais a partir de Teerã,nos dias que antecederam a votação retrataram um iraniano entusiasmado com o principal adversário Mir Hossein Mousavi,nossa amostragem científica de todas as 30 províncias do Irã mostraram Ahmadinejad bem a frente.

Vistorias independentes da censura nacional são raras.Normalmente existem predileções,sondagens efetuadas ou controladas pelo governo e são notoriamente desonestas.Em contrapartida,a sondagem organizada por nossas organizações sem fins lucrativos a partir de 11 de maio a 20 de maio foi o terceiro de uma série ao longo dos últimos dois anos.Conduzido por telefone a partir de um país vizinho,o trabalho de campo foi realizado em farsi(língua oficial do Irã)por uma empresa cujo trabalho na região pela ABC News e a BBC recebeu um prêmio Emmy.Nossa pesquisa foi financiada pela Fundação Irmãos Rockfeller.

A largura do apoio de Ahmadinejad foi aparente em nosso inquérito pré-eleitoral.Durante a campanha por exemplo,Mousavi enfatizou sua origem como um azeri,o segundo maior grupo étnico no Irã depois dos Persas,para atrair esses eleitores.Nosso estudo porém indicou que entre os azeris,Ahmadinejad era favorecido a margem de 2 a 1 sobre Mousavi.

Muitos comentários tem retratado a juventude iraniana e a internet como fatores de mudança nesta eleição.Mais a nossa sondagem apurou que apenas um terço dos iranianos tem algum acesso a internet,enquanto os jovens entre 18 a 24 anos compunham o maior bloco de eleitores de Ahmadinejad entre todos os grupos etários.

Os únicos grupos demográficos em que nossa pesquisa constatou a liderança ou competitividade de Mousavi sobre Ahmadinejad foram entre os estudantes universitários e licenciados,e os iranianos de renda mais alta.Quando nossa enquete foi tomada quase um terço dos iranianos estavam ainda indecisos.No entanto,na base da distribuição encontramos um reflexo,de que os resultados reportados pelas autoridades iranianas ,que indicam a possibilidade de que o voto não é produto de fraude generalizada.

Alguns poderão argumentar que o apoio a Ahmadinejad possa ser reflexo de temores da população local em contrariar o regime.No entanto,a integridade de nossos resultados é confirmada pelas respostas politicamente arriscadas dadas pelos iranianos a uma série de perguntas.Por exemplo,quase 4 em 5 iranianos-incluindo a maioria,adeptos de Ahmadinejad-disseram que queriam mudar o sistema político que lhes dê o direito de eleger o líder supremo do Irã,oque não está atualmente sujeito ao voto popular.Do mesmo modo,iranianos escolheram eleições livres e imprensa livre,como as suas mais importantes prioridades de governo,empatados com a melhoria de sua economia nacional.Estas foram respostas "politicamente corretas"de uma grande parte do público iraniano contra uma sociedade autoritária.

Com efeito e coerência,entre todos os três de nossas pesquisas ao longo dos últimos dois anos,mais de 70 por cento dos iranianos também manifestaram o seu apoio ao pleno acesso dos inspetores da O.N.U e uma garantia de que o Irã não vai desenvolver ou possuir armas nucleares em troca de ajuda externa e de investimentos.E 77 por cento dos iranianos favoreceu as relações normais e de comércio com os E.U.A,outro resultado consistente em nossos resultados anteriores.

Iranianos dão seu apoio a um sistema mais democrático,com relações normais com os E.U.A como integrante a seu apoio a Ahmadinejad.Eles não querem que ele continue sua política de linha dura.Pelo contrário,aparentemente os iranianos veem Ahmadinejad com suas posturas duras como o melhor negociador,a pessoa mais bem posicionada para levar uma boa negociação para casa-e não como um persa Nixon a ir a China.

Alegações de fraude e manipulação eleitoral só vão servir para continuar a isolar o Irã,e é provável que aumente sua beligerância contra o mundo exterior.Antes de outros países,incluindo os Estados Unidos,o salto para que a conclusão de que as eleições iranianas foram fraudulentas,com as graves consequências que tal encargo pode trazer,deve-se considerar todas as informações independentes.O fato pode ser que simplesmente a reeleição do Presidente iraniano Ahmadinejad é oque a gente queria.

Ken Ballen é presidente do Terror Free Tomorrow:o núcleo de opnião pública,uma instituição sem fins lucrativos que estuda as atitudes em direção ao extremismo.Patrick Doherty é diretor-adjunto do Programa de estratégia Americana da fundação Nova América.Os grupos de maio 11/20,votação consistiu de 1.001 entrevistas em todo o Irã e teve uma margem de 3,1 ponto percentual de erro.

Está pronta a guerra contra o demonizado Irã?

Artigo de Paul Craig Roberts,traduzido para o português(E.U.A)

16 de junho de 2.009-Como fazer uma eleição chamar muita atenção no Japão,Índia,Argentina ou em qualquer outro país a partir de obter a atenção da mídia norte-americana?Quantos jornalistas norte-americanos sequer sabem quem está em cargos políticos em outros países além de Inglaterra,França e Alemanha?Quem pode citar o nome dos líderes políticos da Suíça,Holanda,Brasil,Japão ou mesmo China?


No entanto muitos sabem que o presidente iraniano é Ahmadinejad.A razão é óbvia.Ele é demonizado diariamente pela mídia norte-americana.

A demonização de Ahmadinejad pela mídia norte-americana demonstra a ignorância do cidadão dos E.U.A.O Presidente do Irã não é a regra.Ele não é o comandante em chefe das forças armadas.Ele não pode definir políticas fora dos limites estabelecidos pelos governantes do Irã-os aiatolás,que não estão dispostos a ver a Revolução Iraniana ser derrubada pelo dinheiro norte-americano em alguma outra "revolução".

Os Iranianos tem uma experiência amarga com o governo dos Estados Unidos.A sua primeira eleição democrática,depois de surgir em 1.950 foi anulada pelos E.U.A.Os E.U.A impuseram um governo instalado no lugar do candidato eleito.Um ditador que torturou e assassinou dissidentes que pensavam que o Irã deve ser um país independente e não um governo fantoche dos E.U.A.

A "superpotência norte-americana"nunca perdoou os aiatolás islâmicos do Irã que lideraram a revolução iraniana no final dos anos 70,que derrubou o governo fantoche dos E.U.A.Invadiu a embaixada norte-americana considerada "um centro de espionagem"enquanto os estudantes iranianos invadiam a embaixada mostrando documentos que provaram a cumplicidade dos E.U.A na destruição da democracia iraniana.


O governo norte-americano influenciado pela mídia corporativa tem reagido a reeleição de Ahmadinejad com relatórios de violentos distúrbios por uma eleição roubada.A eleição roubada é mostrada como um fato,embora não haja qualquer prova concreta.A mídia norte-americana que ignorou as enormes evidências da eleição roubada do primeiro mandato de George W.Bush.


Líderes de nações fantoches dos E.U.A(a famigerada OTAN)como Grã-Bretanha e Alemanha tem estado em sintonia com o governo norte-americano em sua operação de "guerra psicológica".O desacreditado Ministro de negócios estrangeiros britânico,David Miliband,expressou "sérias dúvidas"sobre a vitória de Ahmadinejad em uma reunião da U.E(União Européia) em Luxemburgo.Miliband,evidentemente não tem nenhuma fonte de informação independente.Ele simplesmente segue as instruções de Washington invocando preferências pelo candidato derrotado,preferido pelos E.U.A.


A chanceler alemã Angela Merkel teve o braço torcido também.Ela chamou o embaixador iraniano na procura de "mais transparência"sobre as eleições.

Mesmo a esquerda norte-americana tem apoiado a propaganda do governo.Escrevendo no "The Nation",Robert Dreyfuss apresenta os pontos de vista de um histérico dissidente iraniano como se fossem os da verdade definitiva,falando em "eleições ilegítimas" e "um golpe de estado".


Qual é a fonte de informação da mídia e dos estados fantoches dos E.U.A?

Nada além das afirmações dos candidatos derrotados preferidos pelos E.U.A.

No entanto,provas concretas demonstram o contrário.Uma sondagem independente foi realizada pela "American pollsters"antes da eleição.O pollsters,tendo Ken Ballen dirigindo o Centro de opnião pública e Patrick Doherty da fundação sem fins lucrativos "Nova América",descrevem os resultados eleitorais da pesquisa em 15 de junho pelo Washington Post.A pesquisa foi financiada pelo Fundo Irmãos Rockfeller e foi realizada em farsi(língua original do Irã)"por um voto,a empresa cujo trabalho na região é para a ABC News e a BBC recebeu um prêmio Emmy".

Dos resultados eleitorais,a única verdadeira informação que temos neste momento indica que refletem a vontade dos eleitores iranianos.Há informações extremamentes interessantes reveladas pela pesquisa:

"Muitos especialistas estão afirmando que a margem da vitória histórica do presidente Mahmoud Ahmadinejad foi resultado de uma fraude,ou de manipulação,mais a nossa opnião pública nacional vistoria os iranianos desde três semanas antes das votações e sempre mostraram Ahmadinejad na liderança por margem maior de 2 para 1.Inclusive,maior que os números de sua vitória no pleito."

"A largura do apoio de Ahmadinejad foi aparente em nosso inquérito pré-eleitoral.Durante a campanha por exemplo,Mousavi enfatizou sua origem como um azeri,o segundo maior grupo étnico no Irã depois dos Persas,para atrair esses eleitores.Nosso estudo porém indicou que entre os azeris,Ahmadinejad era favorecido a margem de 2 a 1 sobre Mousavi."

"Muitos comentários tem retratado a juventude iraniana e a internet como fatores de mudança nesta eleição.Mais a nossa sondagem apurou que apenas um terço dos iranianos tem algum acesso a internet,enquanto os jovens entre 18 a 24 anos compunham o maior bloco de eleitores de Ahmadinejad entre todos os grupos etários."

"Os únicos grupos demográficos em que nossa pesquisa constatou a liderança ou competitividade de Mousavi sobre Ahmadinejad foram entre os estudantes universitários e licenciados,e os iranianos de renda mais alta.Quando nossa enquete foi tomada quase um terço dos iranianos estavam ainda indecisos.No entanto,na base da distribuição encontramos um reflexo,de que os resultados reportados pelas autoridades iranianas ,que indicam a possibilidade de que o voto não é produto de fraude generalizada."

"Tem havido inúmeras notícias de que o governo norte-americano tem implantado um programa para desestabilizar o país.Há relatos de que o governo norte-americano tem financiado bombardeios e assassinatos no país.A mídia norte-americana trata esses relatórios em uma forma triunfante como ilustração da capacidade da superpotência americana esmagar os países opositores,enquanto alguns da mídia estrangeira veem esses relatos como evidência de evidente imoralidade do governo norte-americano."

Ex-chefe militar do Paquistão,o general Mirza Aslam BEIG,afirmou na rádio Pashto na segunda-feira dia 15 de junho uma prova indiscutível da inteligência de que os E.U.A interfiriram na eleição iraniana:"Os documentos provam que a CIA gastou 400 milhões de dólares no interior do Irã para revigorar a uma barulhenta mais oca revolução após a eleição".

O sucesso do governo norte-americano em financiar revoluções na ex-União Soviética da Geórgia a Ucrânia e em outras partes do Império soviético foram amplamente divulgados e discutidos com a mídia norte-americana tratando-a como uma indicação de "onipotência e direito natural"dos E.U.A na ingerência nos assuntos internos de outros países.É certamente uma possibilidade que Mir Hossein Mousavi é comprado e pago pelo operatório do governo dos E.U.A.

Sabemos que é um fato que o governo norte-americano tem operações de "guerra psicológica"que tem por alvo americanos e estrangeiros através da mídia norte-americana.Muitos artigos foram publicados sobre este assunto.

Pensem na eleição pelo prisma de um iraniano comum.Nem eu e nem a grande maioria dos eleitores iranianos são peritos.Mais partindo de uma perspectiva de senso comum,se o seu país está sob constante ameaça de um ataque,mesmo ataque nuclear,a partir de dois países com exércitos muito mais poderosos como é o Irã contra E.U.A e Israel,que você certo de seu país elege o candidato defensor e preferido dos E.U.A e Israel?

Você acredita que o eleitor iraniano teria votado tornar-se um estado fantoche norte-americano?

O Irã é uma antiga e orgulhosa sociedade.Grande parte da classe intelectual está secularizada.Uma pequena mais significativa porcentagem de jovens escolheu a liberação sexual para prazer pessoal como modelo ocidental,bem em absorve-lo.Estas pessoas ligadas ao modelo ocidental são facilmente cooptados com dinheiro norte-americano a gerar constrangimentos a seu governo islâmico.

O governo norte-americano está tirando vantagem desses iranianos ocidentalizados para criar uma base para desacreditar as eleições e o governo iraniano.

Em 14 de junho,a "McClatchy Washington Bureau"que por vezes reiterou em seus relatórios a verdadeira notícia,aquiescido a Washington da guerra psicológica declarou:"Resultado eleitoral no Irã faz esforços por proximidade de Obama mais difíceis".Oque vemos aqui é o aumento da cabeça da desculpa feia para o "fracasso da diplomacia",sugerindo uma opção militar.

Como uma pessoa que já viu de tudo de dentro do governo norte-americano,penso que o objetivo do governo e da manipulação da mídia é desacreditar o governo iraniano perante seus governos fantoche na região e retratar o governo iraniano como opressor de seu povo.Esta é a forma que o governo norte-americano prepara uma ação militar contra o Irã.


Com a ajuda de Mousavi,os E.U.A está criando um outro "povo oprimido"como o Iraque sob Saddam Hussein,que necessita "de sangue e tesouro americano para se libertar".Tem em Mousavi,o candidato norte-americano nas eleições iranianas que estava redondamente ligado,foi escolhido por Washington para se tornar o governante do governo fantoche que pretende implantar no Irã?

A grande superpotência está ansiosa em restabelecer a sua hegemonia sobre o povo iraniano,e assim resolver o placar com os aiatolás iranianos que derrubou as regras em 1.978.

Esse é o script.Você está assistindo a cada minuto sobre os E.U.A na televisão.

Não há fim de "especialistas"para apoiar o script.Para um exemplo entre centenas,temos Gary Sick,devidamente nomeado,que serviu anteriormente no Conselho de Segurança nacional e atualmente leciona na Universidade de Colúmbia:

"Se eles fossem um pouco mais modestos e dissessem que Ahmadinejad tinha ganho por 51 por cento",disse informação duvidosa,mas poderia ter sido mais aceita.Mais o governo afirma que Ahmadinejad ganha com 62,6 por cento dos votos,"não é credível".

"Eu acho",continuou Sick,ele marca um verdadeiro ponto de transição na revolução iraniana,a partir de uma posição de afirmar que sua legitimidade com base no apoio da população,para uma posição que tem cada vez mais invocado repressão.A voz do povo é ignorada."


A única informação disponível é a difícil sondagem aqui referenciada.A pesquisa constatou que Ahmadinejad foi o candidato favorecido por uma margem de dois para um.

Mais como tudo oque faz a hegemonia norte-americana sobre outros póvos,os fatos e a verdade não jogam em nenhuma parte.Mentiras e propaganda são a regra.

Consumidos por sua paixão pela hegemonia,os E.U.A são orientados a prevalecer em detrimento de outros,por ser amaldiçoado com "moralidade e justiça".Este perigoso script irá desempenhar até a falência propiamente dita dos E.U.A e vivem tão alienados do resto do mundo que é isolado e universalmente desprezado.

Comentário original(em inglês)
http://informationclearinghouse.info/article22844.htm

Pesquisa do Washington Post
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/06/14/AR2009061401757.html?nav=rss_opinion/columns

terça-feira, 16 de junho de 2009

Destrinchando a mídia-Eleições no Irã,protestos e prisões


http://virgiliofreire.blogspot.com/2009/06/destrinchando-noticia-eleicoes-no-ira.html

As eleições desta semana no Irã deram esmagadora vitória ao Presidente Mahmoud Ahmadinejad, que obteve 62% dos votos contra 33% de Mir Hussein Mousavi, candidato “reformista” que certamente iria reverter várias da políticas do Presidente atual.

O comparecimento na eleição foi de mais de 80%. Na primeira eleição de Ahmadinejad, na qual ele venceu com 65% dos votos, o comparecimento foi de 48%. Segundo a comissão eleitoral, Mousavi teria perdido até em seu próprio distrito, apesar do enorme número de seguidores que atraiu durante a campanha.

Na notícia do jornal Estado de São Paulo surge o seguinte trecho:

Segundo analistas, sempre que o comparecimento nas eleições iranianas é alto, os reformistas costumam ser favorecidos.

O jornal não cita a fonte, nem quem são os “analistas”. Guarde na memória este fato.

As eleições foram realizadas na sexta-feira. No sábado pela manhã surgiu uma notícia de que o candidato derrotado, Mir Hussein Mousavi, estava preso.

Esta notícia foi dada logo de manhã horário de Teerã, e apenas um jornal a publicou: O Haaretz (הארץ, "O País"), diário israelense. Nenhum outro jornal do mundo confirmou a notícia, lembrando que New York Times, The Guardian, Telegraph, Spiegel, El Pais, etc., todos têm correspondentes em Teerã.

Acho improvável que o Haaretz tenha um correspondente no Irã. E se tiver, certamente seria lógico esperar que fosse também um agente do Mossad, o Serviço de Inteligência de Israel. A notícia não prosperou, nenhum outro orgão da mídia confirmou, e simplesmente morreu... e o Haaretz não deu nenhum desmentido. (Isto se chama “Guerra de Informação e Contra-Informação”e todos os países a praticam em defesa de seus interesses. Mas cabe a nós tentarmos separar o que é realmente informação do que é “plantado”pelos serviços de Informação e Contra-Informação.

Surgem então ainda no sábado notícias de tumultos, confrontos entre adeptos do candidato perdedor e a polícia, prisões, a imprensa ocidental em peso coloca em dúvida a lisura das eleições, numa tentativa nítida de enfraquecer a posição de Ahmadinejad, que por coincidência tem a audácia de enfrentar os Estados Unidos.

Hoje, domingo, O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, disse que a reeleição do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad é muito duvidosa e que seu país irá analisar mais informações vindas de Teerã antes de se manifestar.

"Há uma grande quantidade de dúvida sobre o resultado", disse Biden ao canal NBC. O vice-presidente se negou a responder se os EUA vão reconhecer o resultado das eleições. "Vamos aceitar o resultado por enquanto, mas há muitas dúvidas sobre essa eleição," completou.

Biden ainda questionou se a vitória de Ahmadinejad era o resultado que o povo iraniano queria." Não sabemos ainda se os votos foram contados de maneira justa", disse Biden. "Ao que tudo indica, há censura e repressão desde a eleição de sexta".

Neste domingo, Ahmadinejad acusou a mídia internacional de espalhar propaganda contra o Irã e descreveu as eleições presidenciais de sexta-feira como um "modelo para o mundo". O presidente iraniano disse ainda que a série de protestos não era importante e a comparou ao descontentamento de uma torcida de futebol.

Em uma entrevista coletiva, o líder iraniano disse que o pleito foi um "momento épico", insistiu que a votação foi livre e acusou a mídia internacional de não querer aceitar sua "vitória esmagadora".

"Quarenta milhões de pessoas participaram da votação. Como eles podem questionar isso?" indagou Ahmadinejad.

Prossegue o jornal:

Protestos e prisões

Manifestações contra Ahmadinejad tomaram as ruas de Teerã pelo segundo dia seguido. Partidários do reformistas se reuniram no centro da cidade e atiraram pedras contra a polícia. No site Twitter, oposicionistas combinam uma manifestação para a praça Vali-Asr, mas a campanha de Mousavi pede que ninguém vá, para evitar novos confrontos.

No sábado, protestos irromperam pela capital. Manifestantes pró-Mousavi entraram em confronto com a polícia. Ao menos 60 pessoas, segundo a polícia, foram detidas. Mas de acordo com fontes da oposição, o número total de presos pode chegar a 100.

Vale lembrar que Ahmadinejad está levando em frente um programa de desenvolvimento de armas nucleares que permitirá – ou talvez já permita – que o Irã consiga atingir Israel com ogivas nucleares (Israel já consegue atingir o Irã com uma de suas 200 ogivas nucleares).

Ou seja, está em jogo todo o poder no Oriente Médio, e Israel tem deixado claro que faz e fará tudo que for possível para impedir que Ahmadinejad consiga ter armas nucleares. Israel até pediu que George Bush autorizasse bombardeios israelenses aos locais de desenvolvimento e pesquisa de armas nucleares do Irã, mas Bush já estava em final de mandato, com a popularidade em baixa, seu país em profunda depressao econômica, e não podia autorizar um ato de loucura bélica dos israelenses arriscando uma escalada perigosa no Oriente Médio, envolvimento da China, piora da economia,etc.

Israel não conseguiu o ok para atacar o Irã antes da posse de Barack Obama, e o máximo que conseguiu foi mostrar as garras, fazendo um “exercício” de ataque aéreo ao Irã, divulgado amplamente em todo o mundo.

Guarde este dado – Ahrmadinejad e o programa nuclear do Irã são uma questão de vida ou morte para os Israelenses.

Agora, para voce poder ir entendendo melhor as peças do quebra-cabeça, um pouco de história.


Foi um golpe que depôs o governo democraticamente eleito do primeiro-ministro Mohammed Mosaddeq. Foi organizado pelo norte-americano Kermit Roosevelt, Jr e pela CIA com a ajuda do MI6 da Grã-Bretanha. Eles tiveram a colaboração de iranianos pró-ocidentais e oficiais do exército iranianos anti-Mossadegh, incluindo os aposentados General Fazlollah Zahedi e o Coronel da Guarda Imperial Nematollah Nassiri, funcionários subornados do governo iraniano, jornalistas e empresários para derrubar Mossadegh e estabelecer um governo pró-EUA e Reino Unido.

A operação orquestrada pelo Reino Unido e os Estados Unidos para derrubar o governo de Mohammed Mosaddeq, ocorreu graças aos esforços de Kermit Roosevelt, que trabalhava para a CIA em uma operação encoberta, que subornou as diferentes posições do governo iraniano, o que facilitou o golpe.

Segundo a BBC, a Grã-Bretanha, motivada pelo risco de perder seu controle sobre campos de petróleo iraniano, financiou subornos concedidos aos oficiais militares, meios de comunicação social e outros. O projeto de derrubar o governo iraniano recebeu em comunicações dos governos americano e britânico, a denominação de Operação Ajax (oficialmente TP-Ajax). O golpe restaurou Mohammad Reza Pahlevi a posição dominante na política iraniana.

Os motivos americanos e britânicos para o golpe de Estado incluem controle do petróleo do Irã e a oposição a hegemonia soviética no Irã e na região. As motivações iranianas para deporem Mosaddeq incluem a insatisfação clerical com um governo secular, a propaganda e a desinformação por parte da CIA.

Inicialmente, a administração Eisenhower considerou a Operação Ajax um sucesso, mas atualmente acredita-se que o Golpe deixou um "assombroso e terrível legado" de forte anti-americanismo na Revolução iraniana e na República Islâmica, repercutindo no terrorismo anti-americano.

Ou seja, desde a década de 1950 a CIA e os Estados Unidos atuam subterraneamente para manipular o poder no Irã, a fim de obter controle do petróleo, e recentemente, também defender as conquistas territoriais de Israel e a estratégia de limpeza étnica israelense.

O jornal Asia Times de 25 de Abril de 2006 publicou notícia de que os Estados Unidos estavam realizando operações secretas no Irã – chamadas de “Black-Ops” a fim de desestabilizar o país e derrubar o regime, ou evntualmente preparar um ataque americano. Os agentes são iranianos, provavelmente recrutados nos Estados Unidos ou através das embaixadas em Dubai e Ankara.

O veterano jornalista Simon Hersh publicou artigo na revista The New Yorker revelando que a administração Bush havia aumentado as atividades clandestinas no Irã. Hersh escreveu que tropas americanas haviam se infiltrado no país a fim de manter contato com grupos dissidentes e minorias étnicas. Segundo Sam Gardiner, coronel reformado do Exercito Americano, Bush não informou o Congresso sobre o aumento das atividades secretas. Em Janeiro de 2006 um avião militar dos Guardas Revolucionários foi abatido, matando 11 dos principais comandantes da GR, incluindo o General Ahmad Kazemi, comandante das tropas terrestres do GR, e o General-Brigadeiro Nabiollah Shahmoradi, vice comandante das operacóes de inteligencia. O Irã acusou os Estados Unidos e a Grã-Bretanha de terem abatido o avião usando meios eletrõnicos.

O jornal Telegraph de Londres, bem como outros, noticiou no dia 27 de maio de 2007 que o Presidente Bush havia dado autorização especial à CIA para conduzir operações secretas, de sabotagem, de coleta de informações e de contra informacões.

Lembre: Maio de 2007. Estamos em Junho de 2009, e não há noticia de que esta ordem nem as atividades de “Black-Ops” tenham sido suspensas.

Portanto, não é coincidência que haja tumultos em Teerã, que os Estados Unidos “tenham dúvidas sobre a eleição”, ou que um jornal israelense noticie que o candidato perdedor está preso – e não confirma. Todos os passos para a deflagração dos tumultos e provocar a polícia já estavam planejados há meses.

Os jornais conseguem noticiar algumas atividades da CIA no Irã, mas muito mais secretas são as atividades da NSA, National Security Agency, da qual o mundo pouco sabe, além de que é um orgão do Governo Americano que atua na area de Inteligencia e Contra Inteligencia.
Portanto, nào acredite em tudo que os jornais dizem. Existe um jogo de cartas muito altas em andamento.

Lembre: As coisas nunca são tão simples como parecem

Kamenei X Rafsanjani


A política iraniana nunca é fácil de descodificar. O redemoinho em torno da eleição presidencial segue intrigandoos mais ávidos especialistas em decodificar os códigos iranianos.São tantas falsas trilhas que parece que se tornou difícil de decifrar que o verdadeiro contendores foram e quais foram os desafios políticos.

Nesse caso, o "Líder Supremo Ayatollah Ali Khamenei" conquistou uma vitória retumbante. O obscuro cardeal da política iraniana,Akbar Hashemi Rafsanjani, foi abordado em esmagadora derrota. E a cortina finalmente se revela para baixo na tumultuada carreira do "Tubarão", um apelido adquirido por Rafsanjani no vicioso bem do iraniano Majlis (Parlamento), onde ele costumava nadar perigosamente como um predador político nos primeiros anos da Revolução iraniana como o porta-voz?

Pelo enorme margem (64%) com a qual o presidente Mahmud Ahmedinejad ganhou, é tentador dizer que como a grande baleia whitesperm da imensa, premeditado ferocidade e resistência no Herman Melville do épico romance Moby Dick, Rafsanjani está indo para baixo, profundamente ferido pelo arpão, no frio mar do esquecimento da política iraniana. Mas você nunca pode dizer muito.

A administração do presidente Barack Obama nos Estados Unidos poderá ver através do modo alegórico da eleição iraniana e, provavelmente, antecipar a avalanche de destruição que siga uma vez vingança é desencadeada. Ele fez apenas a coisa certa por ficar distante,opinando destacado. Agora vem a parte difícil - participar da casa que preside a Khamenei como o monarca de todos os inquéritos sobre ele.

Primeiro, o ABC da eleição. Quem é Mir Hossein Mousavi, o principal adversário de Ahmedinejad na eleição? Ele é um enigma envolto em mistério. Ele impressionou os iranianos e os jovens de classe média urbana como um reformador e um modernista. No entanto, como primeiro-ministro do Irã durante 1981-89, Mousavi foi um sincero militante. Evidentemente, aquilo que temos visto durante a sua campanha de alta tecnologia é um Mousavi muito diferentes, como se ele meticulosamente desconstruídas e, em seguida, reagrupados próprio.

Isso era o que tinha para dizer Mousavi 1981 em uma entrevista sobre os 444 dias de crise, quando reféns mantidos jovens revolucionários Americana diplomatas iranianos em custódia: "Era o início da segunda fase da nossa revolução. Foi após isso que descobriu o nosso verdadeiro identidade islâmica. Após isso, senti a sensação de que poderíamos olhar ocidental política no olho e analisá-lo do jeito que tinha sido avaliando-nos durante muitos anos. "

Muito provavelmente, ele tinha uma mão na criação do Hezbollah no Líbano. Ali Akbar Mohtashami, padroeira do Hezbollah, atuou como seu interior ministro. Ele esteve envolvido na guerra Irã-Contra negócio em 1985, que foi um golpe com a administração Ronald Reagan que os E.U.A teria fornecido armas ao Irã e, o apoio de Teerã para facilitar a libertação dos reféns do Hezbollah-americana realizada em Beirute . A ironia é, Mousavi foi a própria anti-tese de Rafsanjani e uma das primeiras coisas que o último aconteceu em 1989 depois de tomar posse como presidente foi Mousavi para mostrar a porta. Rafsanjani não tinha tempo para Mousavi's anti-"abertura" ou a sua antipatia visceral do mercado.

Mousavi da plataforma eleitoral tem sido uma curiosa mistura de linhas políticas e contraditórios interesses, mas unidos em uma maníaca missão, ou seja, para aproveitar as presidenciais alavancas do poder no Irã. Reuniu os chamados reformistas que apóiam o ex-presidente Mohammad Khatami e ultra-conservadores do regime. Rafsanjani é o único político no Irã, que poderia ter reunido tais desiguais facções. Ele trabalhou assiduamente em mão-em-luva com Khatami para este fim.

Se quisermos deixar de fora a grande parte inconsequential "Grande multidão" do norte deTeerã, que sem dúvida resultante de muita cor, alegria e vivacidade ao Mousavi da campanha, o êxito de sua plataforma política composta por poderosos interesses que estavam a fazer um último-vala na tentativa de agarrar o poder de Khamenei no regime. Por um lado, estes grupos de interesses foram gravemente contrário à política económica no âmbito de Ahmadinejad, que ameaça o seu controle de setores-chave como o comércio externo, educação privada e da agricultura.

Para quem não sabe o Irã melhor, basta dizer que o clã familiar Rafsanjani detém vastos impérios financeiros no Irã, incluindo o comércio exterior, vastas áreas ea maior rede de universidades privadas no país. Conhecida como Azad existem 300 sucursais em todo o país, eles são não apenas dinheiro mas também poderia spinners-prima em Mousavi da campanha eleitoral activa um quadro de estudantes activistas numeração cerca de 3 milhões de euros.

O campo de Azad e auditórios rallying foram o ponto de partida para a campanha do Mousavi nas províncias. A tentativa foi a de ver que a campanha atingiu as populações rurais pobres em suas multidões que formaram a maior parte dos eleitores e constituía Ahmadinejad político da base. Rafsanjani político do estilo é a criação de extensa rede em praticamente todos os escalões do topo da estrutura do poder, especialmente organismos como o Conselho Guardião, a celeridade do Conselho, o clero Qom, Majlis, judiciário, burocracia, Teerã bazar e até mesmo elementos dentro dos círculos fechar a Khamenei. Ele ligou para desempenhar estas bolsas de influência.

Rafsanjani unido com Khatami foram a base de Mousavi da plataforma política dos conservadores e reformistas. O concurso foi conquistado quatro esperar para dar um veredicto dividido que obrigaria a eleição em um run-off em 19 de Junho. A candidatura do ex-Corpo Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) Comandante Mohsen Rezai (que atuou sob Rafsanjani quando ele era presidente) esperava-se um pedaço da fatia IRGC CADRES e proeminentes conservadores.

Novamente, o quarto candidato, Mehdi Karrubi's "reformista" programa era esperado para congregar apoios já tradicionalmente de Ahmedinejad, por força da sua oferta de políticas económicas com base na justiça social, como o imensamente popular idéia de distribuição de renda do petróleo entre o povo e não é acrescidos para o orçamento do governo.

Rafsanjani da parcela foi de alguma prorrogar a eleição para a fase das escorrências, Mousavi onde era esperado para obter o "anti-Ahmedinejad" votos. A estimativa era de que no máximo teria Ahmedinejad enquete na primeira volta de 10 a 12 milhões de votos dos 28 a 30 milhões que poderiam realmente votação (de um total de 46,2 milhões de eleitores) e, portanto, a eleição só se alargado a the run-off, Mousavi seria o beneficiário líquido conforme os votos sondados pela Rezai e Karrubi eram essencialmente "anti-Ahmadinejad" votos.

O regime já estava bem na campanha eleitoral, quando ela percebeu que por trás do clamor por uma mudança de liderança na presidência, Rafsanjani do desafio foi na atualidade visando Khamenei da liderança e que a eleição foi um proxy guerra. As raízes da Rafsanjani-Khamenei fractura voltar ao final dos anos 1980, quando Khamenei assumiu a liderança em 1989.

Rafsanjani foi Imam de Khomeini da confiança entre os membros nomeados para o primeiro Conselho Revolucionário, Khamenei aderiu apenas numa fase posterior, quando o Conselho expandiu sua adesão. Assim, Rafsanjani sempre que portavam uma lamentação a Khamenei ter sido vitorioso para o cargo de Líder Supremo. O escritório estabelecimento perto de Rafsanjani espalhar a palavra que faltava a necessária Khamenei religiosa credenciais, que ele estava indeciso como o presidente executivo, e que o processo eleitoral foi questionável, que lançou dúvidas sobre a legalidade de sua nomeação.

Poderosos clérigos, apoiaram Rafsanjani,que argumentou que o Supremo Líder era suposto ser não apenas uma autoridade religiosa (mujtahid), mas também era esperado para ser uma fonte de emulação (marja ou com um mujtahid religiosa seguidores) e que Khamenei ' não cumpria este requisito - ao contrário de Rafsanjani. O apoio de Khamenei repousava sobre o especioso argumento de que a sua educação religiosa estava em causa. O raxa pelos clérigos associada com Rafsanjani continuou no início de 1990. Assim, Khamenei começou em uma nota um pouco tímido e, durante grande parte do período em que realizou poder Rafsanjani como presidente (1989-1997), atuou pouco chave, consciente das suas circunstâncias.

O resultado foi que Rafsanjani exerceu mais poder, como presidente do que ninguém que a exploração escritório momento em Teerã. Mas Khamenei a seu tempo começou a expandir incrementalmente a sua autoridade. Se ele faltava permanente entre clerical iraniano estabelecimento, mais do que ele fez por atrair a seu lado, o estabelecimento de segurança, especialmente o Ministério da Inteligência, o IRGC Basij e as milícias.

Embora Rafsanjani tivesse força com o clero e do bazar, Khamenei virou-se para um grupo de jovens políticos brilhantes com inteligência ou de segurança que estavam retornando para casa horizontes de campos de batalha da guerra Irã-Iraque - como Ali Larijani, o actual presidente da Majlis, Said Jalili, actualmente, o secretário do Conselho de Segurança Nacional, Ezzatollah Zarghami, chefe do estado de rádio e televisão e, na verdade, ele próprio Ahmadinejad.

Poder inevitavelmente acumulados para Khamenei, uma vez que ele conquistou a lealdade do IRGC e do Basij. No momento da Presidência Rafsanjani terminou, já se tinha tornado Khamenei cabeça de todos os três ramos do governo e do estado mídia, comandante-em-chefe das forças armadas, e até mesmo lucrativo instituições como Imam Reza Santuário ou do Oprimido Fundação, que têm quase ilimitada capacidade para alargar clientelismo político.

Tudo considerado, portanto, o poder estrutura hoje assume a forma de um grande aparelho patriarcal de liderança política. Assim, perceptivas analistas estavam no local, enquanto Ahmadinejad concluindo que nunca na sua própria vontade pública e ter ido directamente tidas em Rafsanjani durante o controverso debate sobre a TV 4 jun em Teerã com Mousavi.

Ahmadinejad disse: "Hoje não é deputado Mousavi sozinho quem é confrontar-me, uma vez que existem os três sucessivos governos do Sr. Mousavi, Khatami eo Sr. Hashemi [Rafsanjani] unidos contra mim." Ele levou uma pancada forte na Rafsanjani apontavam para masterminding uma conspiração para acabar com ele. Ele disse Rafsanjani prometido a queda do seu governo para a Arábia Saudita. Rafsanjani faz voltar dentro de dias, dirigindo uma comunicação ao Khamenei exigindo que Ahmadinejad deve retrair ", pelo que não haveria necessidade de uma acção judicial".

"Estou esperando por você para resolver a situação, a fim de extinguir o incêndio, cuja fumaça pode ser visto na atmosfera, e tomar medidas para tiras perigosas parcelas. Mesmo se eu fosse a tolerar esta situação, não há dúvida de que algumas pessoas , partidos e facções não irá tolerar esta situação ", advertiu angrily Rafsanjani a Khamenei.

Simultaneamente, Rafsanjani também se juntaram a sua base no clerical estabelecimento. Um bando de 14 altos clérigos em Qom aderiram emissão do seu lado. Foi tudo um ato de desespero por interesses que se tornaram desesperado sobre a incrível ascensão do IRGC nos últimos anos. Mas, se Rafsanjani o cálculo foi de que o "motim" no seio da instituição clerical iria debilitar Khamenei, ele planejou mal os cálculos do poder em Teerã. Khamenei fez a pior coisa possível a Rafsanjani. Ele simplesmente ignorou o "Tubarão".

O IRGC Basij e os voluntários correr em dezenas de milhões rapidamente mobilizados. Eles unidos com os milhões de camponeses pobres que adoram Ahmadinejad como seu líder. Foi uma repetição da eleição 2005. A eleitoral foi um inédito 85%. Dentro de horas do anúncio de Ahmadinejad's retumbando vitória, Khamenei deu o selo de aprovação por aplaudir que a alta eleitoral apelou a "verdadeira celebração".

Ele disse, "eu felicito ... as pessoas sobre o enorme sucesso e exortar todos a ser grato por esta bênção divina." Ele advertiu os jovens e os "apoiantes do candidato eleito e os adeptos de outros candidatos" para ser "plenamente alerta e evitar qualquer provocação e ações suspeitas e fala".

Khamenei da mensagem para Rafsanjani é obtuso: aceitar derrota graciosamente e ficar longe de mais corruptores. Findada a eleição garante que a casa do líder supremo Khamenei permanecerá, de longe, o ponto focal do poder. É a sede da Presidência do país, as forças armadas do Irã, especialmente as IRGC. É a indicação dos três ramos do governo e do ponto nodal da política externa, de segurança e de políticas económicas.

Obama faz contemplar uma forma de envolver diretamente Khamenei. É um desafio difícil.

Embaixador MK Bhadrakumar foi um diplomata de carreira do Indian Foreign Service. Suas atribuições incluíam a União Soviética, Coréia do Sul, Sri Lanka, Alemanha, Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão, Kuwait e Turquia.

(Copyright 2009 Asia Times Online (Holdings) Ltd. Todos os direitos reservados. Contacte-nos sobre as vendas, distribuição e republicar.)