sexta-feira, 26 de junho de 2009

BREVE HISTÓRICO DO TUDEH:FESTA DO IRÃ-PARTE 2


A queda do governo da burguesia na Rússia,levou a uma maior oportunidade para os trabalhadores iranianos que vivem no país a aumentar suas atividades político-sociais e estabelecer o seu partido.
Este foi no entanto,em certa medida reduzido em agosto de 1.918 com o ataque militar imperialista dos governos ocidentais contra o primeiro Estado socialista na face de nosso planeta,bem como a invasão de seus estados do sul.
No entanto,os social-democratas iranianos sob a liderança do "Edalat"e "Hemmat"continuou sua luta contra o imperialismo e reacionários internos.

Na sequência da derrota das forças britânicas e do exército branco pelo exército vermelho,o movimento de libertação nacional atingiu novos patamares no Irã.
Em Gilan,no norte do Irã,social-democratas,em conjunto com revolucionários,intelectuais,camponeses e partidários do "Movimento Selva"encenaram uma revolta,unidos,e formaram a República soviética de Gilan.
Neste contexto em junho de 1.920,o primeiro congresso dos social-democratas iranianos foi convocado em Anzali(um porto iraniano,ao norte)e foi fundado oficialmente o Partido Comunista do Irã.
Segundo a ata do congresso participaram 51 delegados de 9 convidados compareceram no evento.
Nesse período as políticas foram dominadas pela extrema-esquerda.
Ao alterar a composição do comitê central e a eleição de Heidar Amou Oghly como líder do partido comunista do Irã conseguiu-se travar esta tendência.
A parte que participou ativamente no primeiro congresso do povo oriental que foi organizado pelo comitê executivo do Comintern em 1 de setembro de 1.920,e realizou-se em Baku.
Heidar Amou Oghly foi um dos oradores no Congresso,aonde foram eleitos os 48 membros do conselho executivo da publicidade do leste do povo do congresso.
Não foi muito tempo depois da fundação do Partido Comunista do Irã que a reação interna e o imperialismo britânico traçam uma dolorosa conspiração contra o partido.Agentes do governo britânico,que queriam a derrota dos soviéticos e da República de Gilan,do Movimento Selva se infiltraram e preparam-se para enganar seus líderes com um enredo cuidadosamente planejado.
Mirza Khan Kouchak assassinou Heidar Amou Oghly e uma série de figuras proeminentes do movimento de libertação e ordenou um ataque brutal contra o Partido comunista do Irã e organizações em Rasht e Anzali,as duas principais cidades do Gilan.
Ao mesmo tempo,o governo central,que estava esperando por uma oportunidade como esta,enviou suas tropas para Gilan para acabar com a resistência da revolucionária república.
Foram os comunistas contra as balas dos invasores e acabaram presos nos calabouços reacionários.Isto marcou o fim da atividade política do Partido Comunista do Irã,e mais uma vez foi forçado a atuar na clandestinidade.


Uma das principais áreas de atividades do Partido Comunista era ensinar e promover a ideologia do marxismo-leninismo.Para apreciar o resultado deste trabalho perseverante,é preciso só um olhar para o crescimento e a propagação do pensamento marxista revolucionário no Irã,neste momento e ao florescimento de movimentos em diversas áereas.
Após o estabelecimento da ditadura do Xá Reza Pahlevi em 1.925,as pressões das forças reacionárias sobre o movimento comunista e trabalhadores aumentaram dramaticamente.
Durante estes anos de lutas da classe trabalhadora iraniana em geral e entre os empregados da indústria do petróleo em particular,foram ganhando força contra as decisões reacionárias e o imperialismo britânico.
O Partido comunista do Irã,por conseguinte,fundou a União dos Trabalhadores do Petróleo em 1.925 e,dois anos mais tarde,o sindicato foi forçado a atuar na clandestinidade.
O Partido comunista do Irã também se envolveu em outras áereas da luta do povo iraniano.
Organizações de mulheres e jovens foram criadas como resultado do processo democrático das atividades comunistas iranianas.Em 1.923 o "Peyk-e-Saadat e Nesvan"(mensageiro de prosperidade da mulher)foi formado e em 1.926 o grupo de mulheres "Bidarye Ma"(Nossos Awakening)foi estabelecido.Com a intenção de acabar com o movimento democrático no país,a ditadura do Xá Reza Pahlevi intensifica a repressão ao movimento comunista e em 1.929 passa uma lei infame proibindo todas as atividades comunistas no Irã,posteriormente conhecida como "lei negra".
Esses anos também são marcados pelo aparecimento da liderança do Doutor Taghi Arani no Partido Comunista do Irã.
A nova liderança do partido,procura unir as fileiras da organização,lança uma revista teórica chamada Donya(o mundo)no início de 1.932.Um ano mais tarde,por decisão do comitê central do partido,Donya tornou-se parte do órgão do Partido Comunista do Irã.
Em 1.936,o Xá Reza Pahlevi consegue capturar o Doutor Arani e seus associados conhecidos como o grupo dos 53.Apenas dois anos mais tarde,sob a pressão pública,o regime foi forçado a julgar os presos comunistas.O julgamento,de fato,se volta contra a ditadura.
Em uma perspectiva histórica após 6 horas de defesa,aonde o Doutor Arani expõe abertamente o regime fantoche do Xá Reza Pahlevi,e defende os princípios da liberdade,da democracia,do progresso social e as idéias do socialismo científico.
Tendo dedicado sua vida à defesa de nobres ideais humanos,Arani mais tarde foi assassinado na prisão.
O Xá Reza Pahlevi tinha entrado em uma aliança secreta com a Alemanha Nazista de Hitler dando bases no Irã para um possível ataque a União Soviética e encerrado os pedidos de encerrar essas bases.Em 25 de agosto de 1.941,as forças aliadas entraram em território iraniano.
O Xá Reza Pahlevi é forçado a fugir e os britânicos trazem seu filho Mohammad Reza ao poder.


Aproveitando o vácuo criado após os acontecimentos de agosto,o Partido Tudeh do Irã é formado em setembro de 1.941 para continuar o trabalho do proibido Partido Comunista do Irã,em condições de reabrir atividades.


Após a queda da ditadura do Xá Reza Pahlevi,com as novas condições existentes,um grande número de presos políticos foram libertados.Estes incluíam o antigo grupo do Doutor Arani,o grupo dos 53,como ficaram conhecidos que aderiram à ideologia comunista.
Os primeiros alicerces do Tudeh no Irã,foram estabelecidos por estes comunistas.
Em 29 de setembro de 1.941,a fundação da conferência sobre o TPI foi realizada em Teerã,sob a presidência de Soleiman Eskandari Mohsen,um dos renomados combatentes do movimento de libertação nacional.
Foi eleita uma comissão provisória de quinze membros que emitiu uma declaração descrevendo parte do programa do partido,em princípio e anunciou que o Partido dos Tudeh do Irã estava formado,a fim de alcançar a democracia,salvaguardar a independênciia nacional do Irã e sua soberania e se esforçar para trazer reformas urgentes no interesse do povo.


O Tudeh parte do Irã em confomidade com seu nome(O Partido do povo do Irã),destinado a mobilizar amplas camadas das massas trabalhadoras em uma clara perspectiva de luta,usando todos os meios de atividades abertos.
Para este fim,teve como objetivo corrigir slogans táticos a pedidos dos novos tempos e para reunir todas as forças progressistas em uma frente unida com base no interesse comum de todos.
Numa altura em que a ditadura foi a ameaça mais imediata,o recém-formado partido apresentou o lema de todas as classes-liberdade contra a ditadura reacionária.
Logo funcionando como um partido,o Tudeh cresceu rapidamente se tornando um ator importante e influente na política iraniana.
Este crescimento foi resultado do TPI da compreensão das condições específicas do momento e da sua capacidade para responder às demandas das massas.
Como havia sido formado por parte de antigos membros do Partido Comunista do Irã,de início gozava de confiança de consientes extratos da classe trabalhadora.
Logo outros extratos dentro da população ativa,ansiosos de organização e prontos para a luta se reuniram em torno do partido.
A história do TPI é enriquecido com significativa experiência política e organizativa. Fileiras do partido foram consolidadas na luta contra a reação interna, todas as formas de colonialismo eo imperialismo.
A iniciativa parte utilizada para encontrar os melhores meios de combate a qualquer momento, mas às vezes ela também cometeu erros.
Tanto o avanço e os erros do Partido têm servido como guia para posterior combatentes na sua luta.
Em um ano, o Partido tinha formado extensa organizações, em muitos municípios e províncias.
A parte mais importante desta organização foi convocada sua primeira conferência,em outubro de 1.942 com 120 participantes.
Um novo programa foi ratificado por parte desta conferência, que identificaram novas arenas para o Partido.
Em 1944, depois de ter avaliado a sua cada vez maior força, o Partido decidiu entrar para as eleições para o parlamento.
Oito dos candidatos do partido foram eleitos para o Parlamento e formaram a Tudeh facção, que funcionou de forma eficaz no longo período de dois anos do 14º Parlamento.


"Liberdade para todos,Pão para todos,Cultura para todos,Cuidados de saúde para todos"

O partido e sua facção parlamentar comprometeu-se a apresentar planos que respondam as demandas urgentes da população.
Estes incluíram entre outros elaboração de uma legislação laboral, a reforma do ato de emprego, a revisão da lei eleitoral, a reforma do sistema judicial, realizando a reforma agrária e as reformas econômicas, com vista para a industrialização do país, e garantir a igualdade de direitos das mulheres.
A facção Tudeh faria tudo ao seu alcance para a concretização do seu programa e cooperação com outros deputados progressistas.
Em paralelo com a ampliação do Partido organizações, sindicatos democráticos também foram se desenvolvendo rapidamente.
Em 1º de maio de 1.944 após uma longa luta,o Partido conseguiu unir todos os sindicatos em uma organização nacional,o Reunificado Conselho Central dos trabalhadores do Irã.
Esta organização começou com 50.000 membros e em um curto espaço de tempo cresceu para incluir mais de 90% da classe trabalhadora do Irã em suas fileiras.
Um dos resultados do Partido da incessante procura para a formação de uma frente unida foi a fundação do "Liberation Front" com os editores de vários jornais e revistas, o que coincidiu com o primeiro congresso do Partido.
Assim, com os esforços do TPI para a primeira vez na história da luta do nosso povo foi formada uma frente unida de elementos com vistas diferentes, organizados em torno de objetivos comuns.
Um dos aspectos mais importantes do Partido na luta durante este período foi a sua campanha contra o nazi fascismo.
Julho de 1.946 tem um lugar importante na luta anti-imperialista no Irã.Neste dia dezenas de trabalhadores heróicos que participaram da greve perderam a vida,mais uma vez demonstrando a determinação da classe trabalhadora iraniana contra as influências imperialistas no Irã.
Na época,os britânicos da Oil Company,com a ajuda da família Pahlevi tinham formado um poder eficaz dentro do governo iraniano,pilhado os recursos do petróleo e explorado selvagemente milhares de trabalhadores iranianos.
Paralelamente a também selvagem exploração promovida pela Companhia British Petroleum.
A última greve antes de julho de 1.946 foi vitoriosa nos campos petrolíferos de Aghajari e durou de 1º de maio a 5 de junho.
A queda do Xá Reza Pahlevi com a derrota de suas políticas reacionárias deram as organizações civis a oportunidade de progressivamente se reorganizar.
A vitória contra a Alemanha Nazista e o Eixo alterou o equilíbrio de forças a favor dos defensores da independência,da democracia e do socialismo.
Estas condições levaram a um aumento nas fileiras da classe trabalhadora e o movimento comunista no qual os póvos colonizados lutaram para obter independência nacional.
No Irã também as forças progressistas usaram essas condições favoráveis para o relançamento da luta contra a ditadura e pela democracia.
Em meados de 1.945 a reação encenando um ataque contra o movimento democrático e a classe trabalhadora liderou os ataques contra o Partido Tudeh do Irã,ao conselho central,Raiding e seus escritórios em Teerã,Mazandaran e Esfahan.
A classe dirigente impediu a eleição do 15.
O povo iraniano enfrentaram duas opções: ou se render à ditadura ou de colocar-se uma dura resistência contra ela.
Na sequência de uma decisão do DPA, foram formados grupos guerrilheiros, nas zonas rurais, que desarmou os gendarmes.
Inicialmente o movimento triunfou no Azerbaijan,aonde chegou-se a fundar a República autônoma do Azerbaijan.
A principal força motriz por trás do movimento de 21 de dez. Eram, os trabalhadores, camponeses, intelectuais e uma grande proporção da população ativa. O movimento também atraiu a atenção a burguesia nacional, os pequenos e médios proprietários rurais, para a luta contra a grande burguesia e latifundiários feudais.
O órgão do governo democrático Azarbaijan realizou reformas fundamentais nos reacionários aparato estatal em favor do povo.
No fim,o governo central foi obrigado a recuar e aceitou negociações pacíficas.
Estas negociações foram realizadas em Junho de 1946 e um acordo oficial foi assinado entre o governo central e os governos democráticos nacionais de Azarbaijan em 14 de Junho de 1946.
O governo central, em seu decreto de 23 de Abril de 1946 eo acordo de 14 de Junho de 1946, aprovado da natureza democrática do 21 dez movimentos e comprometeu-se a difundir os princípios da democracia no Irã.
Por sua vez, o órgão de governo democrático Azarbaijan acordado para funcionar como um governo provincial e nacional, dentro dos limites do país.
O Azarbaijan governo nacional colocou o exército popular no controle do Ministério da Defesa, a organização guerrilheiros sob o controlo de segurança das instalações, e não resistiu a forças armadas enviadas para Azarbaijan pelo governo central, sob o pretexto de "fiscalizar as eleições parlamentares do dia 15."
Segundo o acordo alcançado, o governo central era o seguinte: atribuir 75% dos rendimentos do Azarbaijan para si, reconhecer a linguagem, a par do Azari língua persa (farsi) e alargar as reformas democráticas para o conjunto do país.
Na sequência da aceitação destas exigências do governo central expedidos força militar para Azarbaijan sob o pretexto de fiscalização das eleições.
O DPA tinha confiança no acordo que tinha feito com o governo central.
Desconhecendo das parcelas relativas imperialista "DPA intenções separatistas" e no interesse da paz considerando a posição do Irã e do equilíbrio de forças no mundo, decidiu não recorrer à resistência armada.
Mas o governo central espezinhados seus acordos debaixo dos pés e ordenou a sua expedição forças militares, para esmagar o movimento democrático do povo pela força.
O governo nacional de Azarbaijan foi a fonte de muitos serviços importantes para os povos da Azarbaijan; o estabelecimento de grandes indústrias, a execução de um controlo rigoroso sobre importações estrangeiras, no interesse do mercado interno, indústrias, a nacionalização do comércio, o açambarcamento de mercadorias foi lutou contra, o "Banco de Azarbaijan" foi fundada, a tributação indireta foi baixado no interesse das pessoas e os impostos foram recebidas capitalistas e latifundiários, progressiva do trabalho e da segurança social leis foram ratificados.
O governo nacional de Azarbaijan realizado fundamentais reforma agrária em terras feudais que foram confiscadas e distribuídas entre camponeses e sem-terra.
O governo nacional tomou passos importantes na preparação do terreno para o florescimento da cultura Azari, entre elas estão: o reconhecimento de Azari idioma como língua oficial da Azarbaijan, a fundação de Tabriz universidade e um novo sistema educacional, a criação de bibliotecas instalações ea publicação de mais de 50 revistas e jornais em língua Azari, a fundação da Rádio Tabriz, o município de poetas e escritores, do teatro universitário e da Orquestra Filarmônica de Azarbaijan. O governo nacional chamou especialmente a atenção para o estado de saúde através do financiamento de diversos hospitais e centros de acolhimento de crianças.
Embora a vida deste governo foi curto, é preciso dizer que, os seus incansáveis esforços, no interesse do nosso povo foi um dos brilhantes páginas da história do Irã.
O TPI tinha uma cooperação muito estreita com o movimento democrático na Azarbaijan desde o início.
Esse movimento impediu a própria reação do estadiamento um ataque sobre o TPI e criou uma atmosfera que ajudou a aumentar a sua influência.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

BREVE HISTÓRICO DO TUDEH:FESTA DO IRÃ-PARTE 1

Por:M. Omidvar - March 1993 Escrito por: M. Omidvar - Março de 1993

Este panfleto aborda resumidamente a luta do movimento comunista no Irã.O trabalho do movimento comunista no Irã é de 71 anos e isso inclui os 51 anos do Partido dos Tudeh do Irã,o partido da classe trabalhadora iraniana.Desde a sua constituição,o partido tem sido o principal alvo dos ataques de reação interna e de forças imperialistas que foram e/ou ainda estão dominando a vida política do país,a fim de pilhar os seus vastos recursos naturais.Nosso partido,durante todas essas 5 décadas,tem sido autorizado a operar legalmente apenas por alguns anos.A festa foi banida por vários governos e membros do Tudeh enviados a câmaras de tortura e esquadrões de tiro,mais o partido tem continuado a sua luta com determinação,mantendo-se fiel aos nobres ideais da paz,democracia e do socialismo.Nós celebramos nosso 51º aniversário em um ponto muito crítico,dadas as condições internas e externas.Com o colapso dos países socialistas da Europa Oriental e do abandono ou traição de ideais socialistas por muitos líderes destes países,a histeria de anti-comunismo,que faz lembrar a época fascista dos anos 30 para trás,comunistas de todo o mundo estão a atravessar uma condição muito difícil.Estes tempos difíceis temos um importante dever de compilar a história de nosso partido,com base em fatos históricos e não subjetivos pré-julgados no sentido de pintar um quadro realista para as gerações futuras.

Não temos medo de admitir nossos erros,que o movimento comunista mundial cometeu erros,mais aos olhos da história a maioria dos comunistas de todo o mundo lutou incansavelmente para o desenvolvimento da humanidade,da paz e do progresso.Membros de nosso partido,sofreram e sofrem anos de prisão,exílio,milhares foram mortos,executados sob tortura por aderirem as idéias do marxismo-leninismo para criar um mundo melhor,mais justo para a futura sociedade.Hoje,membros do Tudeh estão a sofrer nos calabouços,nas câmaras de tortura da República Islâmica,lutando pela democracia e pelo socialismo.

Na tentativa de pintar a história com a cor da resistência,a direção tem evitado entrar em uma profunda análise política do passado do partido,de suas políticas e seus erros.Essa brochura se baseia fortemente em partes de documentos,a fim de evitar opniões subjetivas sobre os eventos.A presente compilação é,portanto um breve histórico da vida e luta do TPI,que foi preparada a partir de um montante de partes de publicações e documentos.Deixemos a história falar por si só,uma vez que os fantasmas do passado sabem mais sobre os segredos da história do que alguns violentos analistas de hoje.Oque está agora nas mãos dos leitores é uma tentativa de esboço do orgulho da luta dos Tudeh em seus 51 anos de vida,e não um histórico completo.

O Nascimento do trabalho do movimento comunista no Irã

Com o crescimento da indústria e com ele o desenvolvimento do modo de produção capitalista no final do século 19 e início do século 20,a ideologia marxista encontrou seu caminho no Irã.
O cenário político e social dessa época pode ser resumido como um período histórico de transformações na sociedade iraniana do feudalismo para o capitalismo.
Embora muito lentamente,o novo capitalismo nascente foi crescendo e a classe trabalhadora do país foi a conclusão do processo de sua gênese(nascimento).
No entanto,ambos enfrentaram forças sócio-econômicas desfavoráveis,ou seja,a velha ordem feudal com seu absoluto regime monárquico.
A luta foi gradualmente tomando forma e se espalhando.
Na virada do século,o anti-despotismo em ações desenvolvidas dramaticamente e em um número sempre crescente de pessoas que participaram da luta revolucionária.
Organizações políticas foram formadas nas principais cidades do Irã,para mobilizar e conduzir as massas em especial em Teerã,Tabriz e Isfahan.
Entre eles havia um grupo político formado em 1.898 por Ali Monsieur,um notável intelectual de Tabriz.
Esta organização mais tarde se tornou um dos fortes pólos de luta anti-despódica.
A social-democracia foi primeiro trazida ao país por esses trabalhadores iranianos que viajaram ao Ghafghaz,da Rússia e países asiáticos para o trabalho sazional especialmente na indústria petrolífera do Baku(mais de metade dos trabalhadores nos campos petrolíferos de Baku foram iranianos).
Foi a partir destes trabalhadores que saíram grandes revolucionários iranianos como Heidar Amou Oghly(um dos líderes da Revolução constitucional,bem como o secretário-geral do Partido comunista do Irã).
Em 1904, a fim de organizar atividades sociais-democratas revolucionários entre os trabalhadores do Azerbaijão e outros iranianos, um grupo político denominado "Hemmat" (Aspiração) foi fundado em Baku.
No mesmo ano,folhetos e panfletos publicados em Baku,Tbilisi e Tabriz,ramos do social-democrata Partido dos Trabalhadores da Rússia(bolcheviques)foram distribuidos por Ali Monsieur não só no Azerbaijão mais em outras áereas no Irã,e também após tradução em árabe nas cidades iraquianas de Bagdá e Kazemein.
Entre 1.901 e 1.902,o órgão central do Partido Bolchevique foi enviado a partir da ferrovia Baku-Berlim através de Tabriz.
O "Hemmat"traduziu pela primeira vez o termo "social-democracia"em persa,a fim de torna-lo mais compreensível para as pessoas iranianas que não tinham conhecimento de línguas européias.
Depois de regressar da Rússia em 1.904,Heidar Amou Oghly,juntamente com alguns de seus companheiros,organizaram a partir de Mashad,células do partido revolucionário pelo Irã.
Um ano mais tarde,na véspera da Revolução Constitucional,o primeiro documento oficial do movimento social-democrático no Irã foi aprovado em uma reunião em Mashad.
Após a derrota da Revolução constitucional,e mais tarde,durante a Primeira Guerra Mundial,os social-democratas iranianos continuaram suas atividades,tanto dentro do país quanto no exílio.
Na sequência da vitória da Revolução Russa em fevereiro de 1.917,a derrubada do regime Tzarista,revolucionários iranianos que haviam emigrado para a Rússia encontraram a oportunidade de se organizarem abertamente,aumentar suas atividades e criar seus gabinetes e centros de trabalhadores.
Em Maio de 1917, o Partido Social Democrata iraniano Edalat (Justiça), foi fundado oficialmente, e publicou o seu programa em duas línguas, persa e Azari, em Baku.Na seção do presente documento em persa encontra-se a seguinte declaração:"Entre as reinvindicações dos Edalat estão a transformação da vida,da sociedade e das relações sociais nas bases do socialismo,a fim de pôr termo a exploração dos trabalhadores por aquelem que regram a nossa sociedade."

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Eis a notícia

Posto aqui a notícia que opinei no tópico anterior,caso não desejem clicar no link:
Conselho de Guardiães admite irregularidades em eleição no Irã

Porta-voz diz que houve mais votos que eleitores em 50 cidades.
Segundo ele, votos excedentes somam mais de 3 milhões.

O Conselho de Guardiães do Irã admitiu que na eleição presidencial do dia 12 de junho aconteceram irregularidades, segundo informa o site do canal estatal de televisão "Press TV".


De acordo com a nota divulgada neste site, um porta-voz do conselho, Abbas-Ali Kadkhodaei, admitiiu que em 50 cidades houve mais votos que eleitores quando falava no canal estatal Irib, no domingo (21).



No total, isso levaria a mais de 3 milhões de votos a mais na eleição. “Ainda está por ser determinado se esta quantidade é decisiva para os resultados da eleição”, disse.



Leia outras reportagens sobre a eleição no Irã



Kadkhodaei mencionou a irregularidade quando contestava a acusação de um candidato derrotado, Mohsen Rezaei, de que o número de votos teria excedido o total de eleitores em 170 cidades. “As estatísticas apresentadas por Mohsen Rezaei, em que ele afirma que mais de 100% dos eleitores votaram em 170 cidades não são precisas – o incidente aconteceu em apenas 50 cidades”, disse o porta-voz.



Protestos

A oposição contesta os resultados das urnas, que reelegeram o presidente conservador Mahmoud Ahmadinejad. O candidato derrotado Mir Houssein Moussavi pediu neste domingo a seus seguidores que continuem protestando contra o resultado das urnas, mas mostrando "moderação".


Os protestos desde a vitória do presidente Mahmoud Ahmadinejad já mataram pelo menos 18 pessoas -10 delas apenas no sábado.

"Em seus protestos, continuem a mostrar moderação. Espero que as forças armadas evitem causar danos irreversíveis", diz o comunicado publicado no site de Moussavi .


Ele também condenou a suposta prisão em massa de partidários durante os atos de sábado.



No sábado, o Conselho de Guardiães anunciou que vai recontar aleatoriamente 10% dos votos.



"Ainda que o conselho não seja legalmente obrigado, estamos prontos para recontar 10% dos votos ao acaso, na presença de representantes dos três candidatos derrotados", disse naquele dia o porta-voz do conselho, depois de reunião com oposicionistas.

Os clérigos que compõem o Conselho de Guardiães já haviam falado sobre a possibilidade de recontagem parcial de votos, mas também tinham descartado anular o resultado eleitoral.

Conselho de Guardiães admite que houve irregularidades nas eleições do Irã

Vamos observar:
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1202563-5602,00-CONSELHO+DE+GUARDIAES+ADMITE+IRREGULARIDADES+EM+ELEICAO+NO+IRA.html

Essas irregularidades são nas urnas apuradas pelo conselho em que os candidatos puseram em suspeição,tais urnas não chegam a 12% do total e essas irregularidades são comuns e frequentes em eleições ainda problemáticas como no Irã,mais não desqualificaam o resultado final-a vitória com ampla vantagem de Ahmadinejad.E não diz a notícia em favor de que candidato foram as fraudes.
3 milhões é um número respeitável,mais não altera o resultado final.E não altera a verdade de que Mousavi é um golpista mentiroso,jamais esteve sequer perto de empatar com Ahmadinejad.
Cada um tem sua opnião,longe de mim querer que vocês simpatizem com Ahmadinejad ou com a Teocracia iraniana,mais oque não dá é se deixar manipular pela mentira da mídia.MOUSAVI JAMAIS TEVE CONDIÇÕES DE GANHAR.Apelo a seus corações e mentes para oque acompanharam durante todo o processo eleitoral que sempre mostrou larga vantagem de Ahmadinejad,já mostrei que a ÚNICA pesquisa que mostrou Mousavi na frente não tem credibilidade pois foi feita pelos partidários do própio Mousavi enquanto as outras foram feitas pelos mis diversos órgãos ao redor domundo,mesmo redes anglo-americanas como a BBC e a ABC News sempre mostraram Ahmadinejad na frente com ampla vantagem.
Essas irregularidades,todos sabemos que são comuns em uma eleição aonde ainda imperam lideranças locais(nós não temos coróneis e milícias?)e o voto ainda é de papel,mais que no geral a vontade do eleitor foi mesmo reeleger Ahmadinejad.
Não podemos permitir que os E.U.A e a mídia corporativa "reinventem"a verdade a seu bel-prazer.
Se nós apoiamos um golpe ocidental contra um regime que não é perfeito,mais que foi legitimado pelo seu povo,se nós nos julgamos acima do povo iraniano então somos tão ditatoriais quanto aqueles que julgamos combater.
E não se enganem as armas usadas hoje no Irã contra Ahmadinejad tb serão usadas contra nós,quando os votos de vcs forem calados pela mídia lembrem-se de que posição tomaram hoje e que tipo de força vocês estão dando credibilidade.

Bem,de acordo com esta notícia postada pelo nosso amigo aí,ainda é 10% e não 12%,vamos relevar pois os órgãos de imprensa sempre divergem um pouco:
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1202563-5602,00-CONSELHO+DE+GUARDIAES+ADMITE+IRREGULARIDADES+EM+ELEICAO+NO+IRA.html
Mais 3 milhões não é muito não,tem mais de 3 milhões de habitantes só na zona oeste do Rio de Janeiro,será que estes representariam 10% dos votos numa nação populosa como o Irã?

Pra quem ainda não conhece

Eis o Irã na Wikipédia,leiam já dá pra conhecer o básico sobre o país!:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ir%C3%A3o

sábado, 20 de junho de 2009

Por que os E.U.A se inquietam-2



A influência regional do Irã e com ela a da Rússia e China no Oriente médio aumentou ainda mais ultimamente fruto das mudanças geopolíticas globais com a ascenção dos países emergentes e a crise que afeta principalmente o Primeiro mundo e tem nos Estados Unidos,o seu coração.
Israel ainda mais depois da eleição do conservador Beijamin Netanyahu se torna ainda mais um pária isolado no Oriente médio e sem credibilidade alguma para opinar em oque quer que seja.
A cartada de Obama é a causa palestina,o único modo de recuperar os laços com os países árabes e em especial com a Arábia Saudita,estremecidos pelo Bushismo.
A França de Sarkozy também está pronta para recuperar terreno embora também venha tendo que ceder,pois suas posições a tempos estão caindo,hoje tem seu trunfo no Fatah na Cisjordânia e na dinastia Hariri no Líbano.
Sarkozy,Obama,Arábia Saudita e Israel neste momento se unem contra a ascenção regional do Irã.
Dois acontecimentos recentes trouxeram o alarme vermelho a Washington.Reunidos lado a lado os presidentes do Irã e do Iraque juraram "aliança mútua e sem limites"e endossaram"os E.U.A fora do Iraque".A retirada é inevitável,mais o Irã demonstrou que o futuro do Iraque pós-Saddam está agora se distanciando cada vez mais de Washington.
E os Presidentes de Irã e Paquistão assinaram a construção de um grande gasoduto que sairá do Golfo Pérsico atravessando os dois países e irá abastecer a gigante Índia.Juntamente com o títere de Washington,o Presidente Karzai do Afeganistão assinaram um "tratado de segurança"e disseram que desejam "os E.U.A fora da Ásia Central".De miúdo a Índia se levanta dando suporte ao Irã e fortalecendo seu pedido de ingresso a SCO(Cooperação de Xangai).
A essa reviravolta que inclui a retirada de "tropas da O.N.U"do cáucaso fazendo a Rússia usar seu poder veto no Conselho de segurança das O.N.U,Washington respondeu com a tentativa de desestabilizar o Irã que se ergue.

Por que os E.U.A se inquietam



A administração Obama mostra sua face no golpe no Irã contra o presidente Ahmadinejad e na "proposta"de ajuda pela "liberdade"na Venezuela e na Bolívia.Numa crise econômica,moral e política os E.U.A voltam a ofensiva,embora mais discretos,principalmente receosos da união entre as grandes economias emergentes-os BRIC e a SCO(Cooperação de Xangai).

Países do Bric cobram mais poder nas instituições internacionais
http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/06/17/paises+do+bric+cobram+mais+poder+nas+instituicoes+internacionais+6782916.html


As quatro maiores economias emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China (os Brics), vão atuar de forma coordenada na reforma do sistema financeiro e exigem mais poderes para os países em desenvolvimento nas instituições financeiras internacionais e na Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão foi tomada na noite de ontem, ao término da primeira cúpula dos Brics, em Ecaterimburgo, na Rússia.
O objetivo da estratégia é reforçar a posição dos quatro países, em especial para a próxima reunião do G-20 (grupo dos 20 países mais industrializados), marcada para Pittsburgh, nos Estados Unidos, em setembro. Antes, será aplicada no encontro dos sete países mais ricos e a Rússia (G-8), no mês que vem, na Itália.

O anúncio da cooperação foi formalizado na declaração oficial do evento e reafirmado em entrevistas dos líderes políticos do bloco. O texto, com 16 itens, é conclusivo sobre as pretensões dos Brics em relação aos parceiros industrializados. "As economias emergentes e em desenvolvimento devem ter mais voz e representação nas instituições financeiras internacionais e seus líderes e diretores devem ser designados por meio de processos seletivos abertos, transparentes e baseados no mérito."

Nos demais tópicos, os Brics pedem uma arquitetura econômica amparada na democracia, em bases sólidas e reguladas e clamam pela reabertura das negociações da Rodada Doha. Pedem, ainda, apoio aos países pobres e o suporte às energias renováveis. Em declaração anexa sobre segurança alimentar, os Brics defenderam a transferência de tecnologia para a produção de biocombustíveis e o desenvolvimento técnico da produção agrícola.

A ênfase, contudo, foi voltada para a cooperação para a reforma do sistema financeiro. O documento, porém, deixou de fora duas importantes iniciativas de Moscou: um papel menor para o dólar e uma moeda supranacional como reserva de valor .

Ao término do evento, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, explicitou a intenção de organizar uma estratégia comum. "Vamos coordenar o nosso trabalho e discutir os parâmetros de uma nova arquitetura financeira", afirmou o chefe de Estado.

Segundo Medvedev, os presidentes dos bancos centrais e os ministros de Finanças, de Energia e de Agricultura dos quatro países farão encontros periódicos para organizar as estratégias comuns. E, em 2010, uma nova cúpula deverá ser realizada no Brasil. "Vamos incumbir os presidentes de bancos centrais e os ministros de Finanças de prepararem ideias e sugestões vitais para elevar a cooperação ao nível mais alto."

Horas antes, em encontro com Medvedev, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma declaração no mesmo tom. "Esta crise exige um pouco mais de ousadia para que discutamos o papel das organizações internacionais e dos Brics."

Lula ainda pediu mais interação e mais reuniões entre Brasil e Rússia. O presidente afirmou, com a aprovação do colega russo, que a crise atual "recupera o papel do Estado".

Encerrado o evento, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, deu mais detalhes sobre a cúpula, que também teve a participação do presidente da China, Hu Jintao, e do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

"Os Brics poderão agir de forma conjunta, sobretudo em termos financeiros", ratificou Amorim. "Não significa que em tudo vamos ter posições comuns. Mas em reuniões do G-20, em encontros sobre temas econômicos e financeiros certamente haverá um esforço para continuar e aprofundar o esforço feito hoje."

Analistas afirmam que a semelhança entre os quatro países do Bric praticamente se resume ao robusto crescimento econômico dos últimos anos. Suas posições políticas e prioridades globais diferem muito e diplomatas se perguntam se o fórum poderia impulsionar posições fortes e unidas.

FRAQUEZA

A cúpula dos Brics também confirmou a preocupação crescente dos emergentes em traduzir sua força econômica em influência política, lançando-se como contrapeso às posições dos sete países mais ricos. Amorim afirmou que o presidente Lula manifestou aos colegas preocupação com o suposto esvaziamento do G-20.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, discordara de Amorim ao dizer que o "G-8 não morreu", que a cooperação é crescente e "o G-5 será um parceiro integral do G-8". Mas demonstrou sintonia sobre a falta de força dos emergentes entre as maiores economias.

WASHINGTON NÃO PODE MANDAR EM TUDO

Por Michael Hudson

14 jun. 2009

Desafiar os Estados Unidos será o principal foco das reuniões em Yekaterinburgo, na Rússia, na segunda e terça-feira, para o presidente chinês Hu Jintao, o Presidente russo, Dmitry Medvedev e outros líderes das seis nações da Organização de Cooperação Xangai. A aliança inclui Rússia, China, Cazaquistão, Tajiquistão, Quirguistão e Uzbequistão, e status de observador para o Irã, Índia, Paquistão e Mongólia.

Os participantes asseguraram a diplomatas americanos que o desmantelamento da hegemonia financeira e militar dos Estados Unidos não é o seu objetivo. Eles simplesmente querem discutir a ajuda mútua - mas de uma forma em que não haja qualquer papel para os Estados Unidos. Ou para o dólar como veículo de trocas comerciais entre estes países.

A reunião é uma oportunidade para a China, Rússia e Índia conseguirem "construir uma ordem mundial cada vez mais multipolar", como Medvedev expressou em um discurso em São Petersburgo este mês. O que ele quis dizer foi o seguinte: chegamos ao nosso limite de subsidiar os Estados Unidos em seu cerco militar da Eurásia, e ao mesmo tempo, permitir que os Estados Unidos continuem a se apropriar de nossas exportações, nossas empresas e imóveis em troca de papel moeda de valor questionável. "O sistema unipolar mantido artificialmente", disse Medvedev, foi baseado em "um grande centro de consumo, financiado por um déficit crescente e cada vez maior endividamento, uma moeda de reserva forte que já não o é mais, e um sistema prevalente de avaliação de ativos e riscos".

Atentos observadores da América, mesmo que eventualmente não sejam gestores eficientes de suas próprias economias, esses países argumentam que a causa da crise financeira global é que os Estados Unidos produzem pouco e gastam muito. Especialmente incômoda é a despesa militar dos Estados Unidos - como a ajuda militar à Geórgia ou a presença nos países petrolíferos do Oriente Médio e da Ásia Central - utilizando dinheiro que cabe aos bancos centrais estrangeiros reciclarem.

O consumo excessivo dos cidadãos americanos, a aquisição de empresas estrangeiras por americanas, e os dólares que o Pentágono gasta no exterior, tudo acaba nos Bancos Centrais. Estes governos enfrentam uma escolha difícil: ou reciclar os dólares de volta para os Estados Unidos comprando títulos do Tesouro ou deixar que o "mercado livre" valorize suas moedas em relação ao dólar - o que torna os preços das suas exportações inaceitáveis nos mercados mundiais, criando desemprego doméstico e falência de empresas. Os mercados no estilo americano os aprisionam em um sistema que os força a aceitar dólares de forma ilimitada. Eles querem dar um basta a isso.

O que significa criar uma alternativa. Em lugar de fazer apenas "mudanças cosméticas, como alguns países e, talvez ate os próprios organismos financeiros internacionais podem querer", Medvedev concluiu no seu discurso em São Petersburgo: "O que precisamos são instituições de um tipo completamente novo, em que não haja o domínio de países ou questões políticas e econômicas especificas."

Para começar, os seis países pretendem implantar o comércio entre eles usando suas próprias moedas, de modo a obter o benefício do crédito mútuo, em vez de dá-lo para os Estados Unidos Nos últimos meses a China assinou acordos bilaterais com Brasil e a Malásia para realizar trocas em renminbi em vez do dólar, libras esterlinas ou euros.

Muitos estrangeiros vêem os Estados Unidos como uma nação sem lei. De que outra forma caracterizar um país que exige um conjunto de leis para os outros - sobre a guerra, pagamento da dívida e tratamento de prisioneiros - mas não os aplica?

Os Estados Unidos são o maior devedor do mundo, e ainda assim tem evitado os inconvenientes de "ajustamentos estruturais" que foram impostos às outras nações endividadas. As reduções nas taxas de juros e na carga tributaria nos Estados Unidos realizadas em meio a déficits comerciais e orçamentários que estão explodindo são vistos como o maximo da hipocrisia, tendo em vista os programas de austeridade que Washington impôs aos outros países através do Fundo Monetário Internacional e outros meios.

Não é nenhum mistério para eles como os Estados Unidos se mantém acima da lei. Os outros países vêem um sistema financeiro baseado em bases militares americanas ao redor do globo. O FMI, Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio e outros delegados de Washington são vistos como vestígios de um império americano que não consegue mais se impor através do poder econômico, e que ficou apenas com o poder militar. Vêem que esta hegemonia não pode continuar sem receitas adequadas e estão buscando acelerar a falência da ordem mundial americana financeiro-militar. Se a China, a Rússia e os seus aliados conseguirem seu objetivo, os Estados Unidos terão de parar de viver às custas da poupança dos outros, e não terão mais os meios para seus ilimitados gastos militares.

Os Estados Unidos pediram para enviar representantes para Yekaterinburgo como observadores. Receberam um não. É uma palavra que os americanos irão ouvir cada vez mais no futuro.

O autor é professor de Economia da Universidade de Missouri

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A grande pesquisa que apontou Mousavi na frente de Ahmadinejad

Durante toda a campanha presidencial iraniana todas as pesquisas de intenção de voto davam a Ahmadinejad uma larga vantagem sobre Mousavi.Pesquisas feitas pelos órgãos mais diferentes-TV estatal iraniana,BBC,CNN,Washington Post,Al Jazeera e tantas outras.Todas apontando Ahmadinejad com cerca de 60 por cento dos votos e Mousavi com cerca de 30 por cento.Bem próximo a eleição essas mesmas pesquisas apontaram uma subida de Mousavi que chegou a 40 por cento,porém Ahmadinejad prosseguia bem na dianteira com 60 por cento das intenções de voto.Porém faltando cerca de duas semanas para a votação,praticamente toda a mídia deixou de divulgar as pesquisas e passou a apenas divulgar notas como esta:
"Ahmadinejad e Mousavi disputam a dianteira nas eleições no Irã"
Isto dá a entender que disputam palmo a palmo,quando na verdade há uma grande diferença-Mosauvi com 40 por cento e Ahmadinejad com 60 por cento.
Por que não quiseram divulgar a pesquisa?Por que do nada as pesquisas sumiram da pauta do dia aonde sempre estiveram tão presentes durante toda a campanha?
Porém,em cima das eleições a mídia em peso passou a comentar uma pesquisa que mostrava Mousavi na frente de Ahmadinejad!Estaria Mousavi ultrapassando e ganhando a dianteira rumo a vitória?!
Estaria "coroada" a revolução verde?
Poucos disseram porém que todas as redes e institutos mantiam suas previsões de que Ahmadinejad liderava com 60 por cento e Mousavi com 30-40 por cento.
Então de onde surgiu a pesquisa que mostrara Mousavi agora na liderança?
O jornal "Estadão"nos dá a resposta:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ira-adia-fechamento-dos-colegios-diante-de-grande-participacao,386386,0.htm
"Um destacado aliado do candidato oposicionista moderado Mir Hossein Mousavi disse que ele está prestes a derrotar o presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad. Sadegh Kharazi, aliado do ex-primeiro-ministro Mousavi, disse à Reuters que pesquisas feitas pelos reformistas mostraram que ele estava conseguindo votos suficientes para vencer já no primeiro turno. "Posso dizer, com base em nossas pesquisas, que Mousavi está obtendo entre 58 e 60% dos votos e nós somos os vencedores", disse ele."

Eis a fonte "neutra e isenta"da pesquisa que mostrou Mousavi na frente-os partidários do própio Mousavi!!!

Essa pesquisa que a mídia passou a expor enquanto escondia todas as pesquisas independentes que mostravam Ahmadinejad na liderança folgada.

Silenciando e querendo nos "enfiar goela a baixo"essa pesquisa dos partidários de Mousavi,a mídia preparou o terreno para nos fazer acreditar que a eleição foi uma fraude.

Fraude foi essa pesquisa!

Ahmadinejad liderava sempre em todas as pesquisas,por que só a pesquisa de Mousavi teria crédito?Mais crédito que todas as demais?